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8,2 milhões de pessoas no mundo morrem devido ao câncer
31 de janeiro de 2017 às 07:50

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Lembrado em 4 de fevereiro, o Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data criada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), com o objetivo de alertar a população para a prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e controle dessa enfermidade. Segundo o último levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), apenas no Brasil, a doença causou 189.454 mortes em 2013. Já no mundo, os números são ainda mais alarmantes: aproximadamente 8,2 milhões de pessoas, o equivalente à população do estado do Pará, morrem devido à doença anualmente.

No País, o tipo de câncer mais incidente na população é o de pele não melanoma4, com 175.7604 novos casos a cada ano. Para os homens, o mais frequente é o de próstata, com 61.2004 novas incidências, enquanto entre as mulheres, o mais comum é de mama, com 57.9604 novas ocorrências anuais.

Mas, o que explica o câncer, considerado um problema de saúde pública mundial?  “Todos os dias, o nosso corpo realiza milhões de duplicações celulares e, algumas delas, apresentam mutações. O câncer se dá quando um conjunto de células com alterações não é corrigido ou é rejeitado pelo nosso organismo”, explica o dr. Stephen Stefani, oncologista da Unimed, que atua pela Federação Unimed/RS.

Segundo o especialista, a maior causa dessas mutações ainda é desconhecida, entretanto, sabe-se que algumas pessoas apresentam predisposição hereditária para tê-las. Já outra porcentagem é derivada de causas externas, que podem ser evitadas, como o cigarro, álcool, exposição solar exagerada, alimentação deficiente em fibras e obesidade.

Como evitar a doença?

Prevenção é uma das palavras-chave quando se fala sobre câncer. “Ela pode ser feita por meio da adoção de hábitos saudáveis que reduzam o risco de o paciente desenvolver a enfermidade, como não fumar, evitar bebidas alcóolicas e praticar atividades físicas, mesmo que por 30 minutos, três vezes por semana”, destaca o dr. Stephen.

A atenção deve ser redobrada caso o paciente perceba mudanças sem causas aparentes em seu corpo que não regridam em curto prazo, como nódulos, sangramentos, tosses, perda significante de peso, dores que se tornam regulares, entre outros. “O diagnóstico precoce, realizado por meio de exames específicos, minimiza o risco de o paciente ter complicações mais graves por conta da doença”, afirma o oncologista da Unimed. Ele ressalta ainda que mesmo na ausência de histórico familiar e manifestação de sintomas, é importante realizar uma avaliação sistemática periódica, pois muitos dos tumores são silenciosos.

O que fazer após o diagnóstico?

Hoje, com terapias orais, cirurgias, radioterapia e quimioterapia, o tratamento do câncer evoluiu muito, trazendo mais qualidade de vida aos pacientes. “Nunca foram descobertos tantos avanços para o tratamento da enfermidade quanto na última década. A bola da vez, por exemplo, é a chamada imuno-oncologia, um grupo de medicamentos que usa as próprias defesas do corpo para lutar contra o câncer”, explica o especialista.

A cura da doença depende de diversos fatores, como o tipo de tumor maligno e o estágio5 em que ele se encontra e, por isso, o diagnóstico precoce é tão importante: quanto mais cedo se começa a tratar a doença, mais chances há de vencê-la. “Pode-se dizer que 50% dos adultos e 70% das crianças ficarão curados do câncer, e os números podem melhorar se a doença for diagnosticada no início”, finaliza o dr. Stephen Stefani.

Fonte: Diário do Nordeste

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