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Álcool, tabagismo e HPV estão entre os fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço
7 de julho de 2018 às 11:56
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Os cânceres de cabeça e pescoço são aqueles localizados nas regiões da cavidade oral, faringe, laringe e amígdalas. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, neste ano, serão diagnosticados cerca de 20 mil novos casos, sendo atualmente o quinto tipo mais frequente entre os homens. Os adultos acima de 50 anos estão entre os mais acometidos pela enfermidade quando associada ao consumo de álcool e ao tabagismo. Contudo, esse tipo de câncer vem atingido cada vez mais os adultos jovens, entre 30 e 45 anos, que não fumam ou consomem bebida alcoólica em excesso.

Segundo o cirurgião de cabeça e pescoço do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Erivelto Volpi, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são os principais responsáveis pelo surgimento deste tipo de tumor. Juntos, esses dois fatores aumentam em 19 vezes o risco de desenvolver a doença.

No entanto, nos últimos anos o HPV (Vírus do Papiloma Humano) se tornou um preocupante fator de risco. “Não fumar ou não beber não afasta o risco de câncer na região. Atualmente, surgem novos casos associados ao HPV entre a população jovem, por conta do comportamento sexual e da prática do sexo oral sem proteção. O INCA indica que 7% da população brasileira têm HPV oral, aquele transmitido por relação sexual”, explica o especialista.

Para prevenir o câncer de cabeça e pescoço é importante manter uma dieta rica em frutas, verduras e legumes, manter a higiene bucal, evitar o tabagismo e o consumo de álcool em excesso, e usar camisinha ao praticar sexo oral.

Também é importante estar atento aos sintomas como feridas na boca que não cicatrizam, sangramento espontâneo da parte interna da cavidade bucal, manchas brancas ou vermelhas, rouquidão contínua e mudanças no tom de voz e nódulos na região do pescoço.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é importante aliado do tratamento. “Mais de 95% dos tumores de cabeça e pescoço podem ser tratados de forma simples, se forem diagnosticados em estágios iniciais. Quanto mais precoce o tratamento é realizado, menos agressivo e mais eficaz ele é, deixando menos sequelas”, diz o cirurgião.

A conduta do tratamento sempre vai depender de cada caso, entre as opções estão cirurgia, radioterapia ou ambos, associados ou não a quimioterapia. Atualmente, foi aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o uso de terapia que estimula a resposta do sistema imunológico, capaz de aumentar a taxa de sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com a doença em estágio avançado.

Fonte: Diário do Nordeste

 

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