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Nasce 1º bebê com DNA de três pais em nova técnica contra infertilidade
21 de janeiro de 2017 às 12:00

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Um bebê de um casal infértil nasceu na Ucrânia após o primeiro uso de uma nova técnica que utiliza o DNA de três progenitores, disse o chefe de uma clínica de fertilidade de Kiev nesta quarta-feira (18).

A menina foi concebido usando o DNA de sua mãe e o de seu pai, mas também o de uma doadora de óvulos, através de uma técnica chamada transferência pronuclear, disse Valeriy Zukin, diretora da clínica de fertilidade privada Nadiya, em Kiev.

“É o primeiro nascimento (usando) a transferência pronuclear em todo o mundo”, disse Zukin à AFP.

A clínica disse em um comunicado que a mãe, de 34 anos, deu à luz uma menina saudável em 5 de janeiro, depois de tentar engravidar durante mais de 15 anos e tendo passado por várias tentativas fracassadas de fertilização in vitro (FIV).

Os óvulos da mulher foram fertilizados com o esperma do parceiro, mas depois seus núcleos foram transferidos para um óvulo de uma doadora cujo núcleo havia sido removido.

Como resultado do procedimento, o óvulo ficou quase inteiramente composto de material genético do casal, com uma quantidade muito pequena (cerca de 0,15%) do DNA da doadora, o DNA mitocondrial.

Zukin disse que espera que a técnica de transferência pronuclear possa ajudar outras mulheres cujos embriões param de se desenvolver em um estágio muito inicial durante os ciclos de FIV.

A menina é considerada o segundo bebê “de três pais” do mundo, depois de um bebê que nasceu no México em 2016 através de uma técnica diferente que também usa o DNA de três progenitores.

O método poderia ser usado para ajudar mulheres que sofrem de uma condição rara chamada detenção embrionária.

Ela estima que cerca de dois milhões de mulheres em todo o mundo tentam ter um bebê com a FIV por ano, e cerca de 1% delas sofrem de detenção embrionária.

“Aproximadamente entre 10.000 e 20.000 mulheres por ano poderiam ser potenciais candidatas para usar este método”, disse Zukin.

Especialistas pediram cautela sobre a utilização do método como um tratamento de fertilidade, ressaltando que este se destinava a pessoas com um risco muito alto de transmitir uma doença genética grave.

“Precaução e uma avaliação de segurança são exigidas antes do uso generalizado desta tecnologia”, disse Yacoub Khalaf, diretor da Unidade de Concepção Assistida no Hospital Guy´s e St Thomas´ em Londres, citado pelo site Science Media Center.

Fonte: AFP

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