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Pesquisa americana revela que 61% das mães são criticadas pelo modo como criam os filhos
23 de junho de 2017 às 06:48

Mais da metade das mães de crianças pequenas relatam ouvir críticas sobre o modo como criam seus filhos, principalmente em relação à disciplina, alimentação, sono e amamentação. Os autores da crítica são, em grande parte, as pessoas mais próximas a ela. Essas são algumas das conclusões de um estudo do Hospital Infantil CS Mott, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que ouviu 475 mulheres com ao menos um filho de até 5 anos de idade. Os resultados foram divulgados nesta semana.

O excesso de criticismo, segundo especialistas, aumenta a tensão envolvida na criação dos filhos e traz mais prejuízos do que benefícios. “Nossas descobertas abordam as tensões que as mães enfrentam quando os conselhos sobre maternidade levam a mais estresse do que tranquilização e as fazem se sentir mais criticadas do que apoiadas”, diz Sarah Clark, uma das líderes da pesquisa.

Ao todo, 61% das mães entrevistadas relataram já terem sido criticadas por suas escolhas enquanto mães. As críticas vêm de seus próprios pais (em 37% dos casos), de seu companheiro (em 36% dos casos) e de seus sogros (em 31% dos casos). Também houve relatos, embora menos frequentes, de críticas de amigos (14%), de outras mães que encontram em público (12%) e de pessoas nas redes sociais (7%). Quase um quarto das mães disseram que foram criticadas por pelo menos três grupos diferentes.

“As mães ficam sobrecarregadas por tantas visões confiltantes sobre qual é o ´melhor´ jeito de criar um filho”, afirma Sarah.

O estudo também revelou que 62% das entrevistadas consideram que as mães recebem muitos conselhos inúteis e 56% avaliam que as mães levam a culpa quando o filho tem um mal comportamento, mas não recebem crédito quando a criança se comporta bem.

Das mães que já foram criticadas, 70% listou a disciplina da criança como um dos motivos da crítica. Também foram alvos de crítica questões relativas à nutrição (52%), sono (46%), amamentação versus mamadeira (39%), segurança (20%) e cuidados com a criança (16%).

Em busca de mais informações

A maioria das mães relata que busca informações adicionais sobre o assunto ao ouvir uma crítica ou consulta seu médico ou outro profissional de saúde para tirar dúvidas. Das mulheres que foram criticadas, 42% relata que o criticismo as fez se sentir insegura sobre suas escolhas.

Os pesquisadores observam que, em muitos desses temas, houve mudanças de diretrizes nos últimos anos e os familiares mais velhos podem não estar atualizados sobre as recomendações médicas mais recentes, o que despertaria críticas em relação aos cuidados mais modernos.

“Familiares devem respeitar que as mães de crianças pequenas podem ter informações mais atualizadas sobre cuidados com a criança e segurança”, diz Sarah, “e o que eles costumavam fazer pode não ser mais o melhor conselho”.

Segundo o estudo, metade das mães afirmou que passaram a evitar determinadas pessoas que eram muito críticas e 56% relatou que parou de criticar outras mães depois de ter sido alvo de críticas.

Fonte: G1

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