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Exclusivo! Trio considerado perigoso escala muro e foge da Penitenciária de Juazeiro
25 de outubro de 2018 às 10:40
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Três detentos que a polícia considera de alta periculosidade conseguiram fugir na madrugada desta quarta-feira da Vivência 4 da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) em Juazeiro do Norte. São eles Tarciano Sousa Silva, de 40, apelidado por “Nego Tarso”, residente em Juazeiro; Francisco Lopes Justino, de 37, o “Chico Justino” da região Centro Sul; e Carlos César Gonçalo de Freitas, de 44 anos, que mora no município de Caririaçu.

O trio conseguiu sair da cela onde se encontrava abrindo o cadeado com uma chave mixa. Depois, escalou o muro da vivência chegando até o pátio interno na unidade prisional. O passo seguinte foi serrar o alambrado e escalar o muro que dá acesso ao lado de fora se utilizando de uma “Tereza” (corda artesanal). A ausência deles só foi notada com a contagem dos detentos e, imediatamente, foram iniciadas buscas por patrulhas da Polícia Militar, mas nenhum foi recapturado.

O “Nego Tarso” foi preso no dia 26 de março de 2017 por militares do COTAR (Comando Tático Rural), no bairro Campo Alegre em Juazeiro, com uma pistola dias após conquistar liberdade da cadeia pública. Ele é acusado de vários homicídios, lesões corporais, tráfico de drogas e receptação com várias passagens pela polícia. Uma delas no dia 17 de junho de 2015 quando foi preso no bairro João Cabral com uma pistola calibre 380 contendo 21 munições.

O primeiro homicídio atribuído ao “Nego Tarso” foi em abril de 2009 contra Reginaldo Santos Oliveira juntamente com um menor de 17 anos, na Rua Ioni Rodrigues perto da Cagece. O adolescente pilotava a moto na garantia da fuga. Já em fevereiro de 2012 ainda tentou escapar ao cerco policial pulando o muro de sua casa na Rua das Flores, mas terminou preso com arma, munições e 50 gramas de cocaína.

Já “Chico Justino” tinha sido preso no dia 27 de agosto de 2014 em Horizonte ante a informação da polícia de se tratar de um dos assaltantes de bancos mais procurados do Ceará. No rol das agências que “visitou” com o seu bando estão as de Paramoti, Itapiúna e Massapê, mas responde ainda por associação criminosa, receptação, extorsão mediante sequestro, posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Na madrugada do dia 8 de dezembro de 2010 já tinha sido preso numa pousada em Orós juntamente com outros três comparsas sob suspeitas de estarem planejando assaltos. Na época, estava com uma pistola .40 e mais três carregadores, farta munição e três celulares. Em outubro de 2009 “Chico” já tinha caído nas “garras da patrulha” na zona rural de Eusébio com uma Hilux roubada. Ele teria participado dos atentados contra a Delegada Alexandra Medeiros e seu marido e Inspetor Fernando Cavalcante.

Outra ação atribuída ao mesmo foi no dia 15 de julho de 2014 quando ele e comparsas invadiram a residência do gerente do Banco do Brasil de Massapê, no bairro do Junco, em Sobral, Em poder dos bandidos, ficaram seis pessoas, incluindo a mãe e o filho do gerente. Populares perceberam a movimentação e avisaram a polícia quando, desconfiados, os criminosos decidiram libertar os reféns antes da chegada dos policiais, após serem avisados por informantes, fugindo sem levar nada.

Da mesma forma, Carlos César é outro com várias passagens pela polícia em Caririaçu. A primeiro delas foi sob a acusação de um homicídio em fevereiro de 2004. Depois, porte de arma de fogo em junho do mesmo ano. Em janeiro de 2006 novamente armado a exemplo de setembro de 2009 quando se fazia acompanhar de Francisco Ailson da Costa Santos. Em julho de 2011 por tráfico de drogas; em setembro de 2011 por falsidade ideológica e novamente por tráfico em abril do ano seguinte.

 

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Por Demontier Tenório

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