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Após um ano na Record, contratação de Xuxa não se justifica e decepciona
19 de agosto de 2016 às 11:27
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No dia 17 de agosto de 2015, há exato um ano, Xuxa Meneghel estreava seu programa na Record, mudando de ares após quase 30 anos na Globo, movimentando a história da televisão brasileira.

O namoro com a Record perdurou por alguns anos e acabou em casamento em março do ano passado, quando a emissora anunciou sua contratação, lhe prometendo total autonomia e um programa ao vivo.

Na Globo, a apresentadora havia comandado o “TV Xuxa” entre 2005 e 2014, e após muitas reformulações nesses quase 10 anos de programa, chegou ao fim com um formato bem parecido ao que ela fez nos áureos tempos do “Planeta Xuxa”, entre 1997 e 2002.

O “TV Xuxa” era líder absoluto, já que não tinha concorrência, mas um problema no pé impediu que a apresentadora continuasse o programa, que não voltaria mais para o ar.

Sem espaço na grade, esta coluna questionou, no final de 2014, o que Xuxa ainda fazia na Globo. Sua presença na casa se resumia a participações pontuais em alguns programas e projeto algum era lhe oferecido. Seu destino era mesmo mudar de canal.

Ainda em janeiro, a Record decidiu tirar Mariozinho Vaz da direção (que veio da Globo) do “Xuxa Meneghel” e chamou Ignácio Coqueiro, que até então, dirigia Rodrigo Faro. Os resultados continuaram aquém do esperado.
Mais podada e indo ao ar gravada, como na Globo, Xuxa completa um ano de Record não agradando a ninguém: ela mesma, que deve ter se frustrado com as promessas que o canal havia lhe feito; a direção, com os baixos números de audiência; e seus próprios fãs, que acreditam que a eterna rainha dos baixinhos tem um potencial não aproveitado e está de mãos atadas, sem poder fazer muita coisa. Definitivamente, Xuxa e Record é um casamento que não deu certo.
Natelinha
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