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Morre Joel Schumacher, diretor de ‘Batman e Robin’ e ‘Número 23’
23 de junho de 2020 às 06:14
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O cineasta Joel Schumacher, aos 80 anos, nesta segunda-feira (22). A morte do artista, que enfrentava um câncer, foi divulgada pelo site da revista Variety.O nova-iorquino, que ficou famoso por dirigir os filmes “Batman Eternamente” (1995) e “Batman e Robin” (1997), começou a carreira como figurinista e depois fez a transição para a direção. Na década de 1980, ele ganhou sucesso com longas como “O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas” (1985) e “Os Garotos Perdidos” (1987), clássico vampiresco adolescente com Corey Haim, Corey Feldman e Kiefer Sutherland.

 Schumacher assinou o suspense “Linha Mortal” (1990), refeito em 2017 como “Além da Morte”; e o thriller de ação “Um Dia de Fúria” (1993), com Michael Douglas interpretando um homem pacato que faz uma violenta cruzada contra injustiças sociais.

O cineasta também fez os dramas de tribunal “O Cliente” (1994) e “Tempo de Matar” (1996), inspirados por livros de John Grisham; os suspenses “Oito Milímetros” (1999), com Nicolas Cage, e “Por Um Fio” (2002), com Colin Farrell; o musical “O Fantasma da Ópera” (2004); e o terror “Número 23” (2007), com Jim Carrey.

Batman Schumacher foi o escolhido pela Warner para dar continuidade à franquia do Batman quando Tim Burton anunciou que não dirigiria um terceiro filme após as produções “Batman” (1989) e “Batman -O Retorno” (1992).

Em “Batman Eternamente”, o cineasta começou a levar a franquia a uma direção mais leve e menos sombria, destacando elementos cartunescos e cômicos do Batman, interpretado por Val Kilmer, e dos vilões Duas Caras e Charada, feitos por Tommy Lee Jones e Jim Carrey, em um estilo remanescente da série dos anos de 1960.

Apesar de desagradar os críticos, “Eternamente” foi um sucesso de bilheteria, o que significou mais liberdade para Schumacher expandir sua visão em “Batman e Robin”. Mas o filme, que contou com Arnold Schwarzenegger e Uma Thurman como vilões e George Clooney como Batman, não teve a mesma fama.

Além dos elementos cômicos, os longas de Schumacher, que era abertamente homossexual, são lembrados pelas insinuações homoeróticas – com mamilos nos trajes e closes nos bumbuns e virilhas de Clooney e Chris O’Connell.

Fim da carreira Apesar das críticas duras ao seu trabalho em “Batman”, Schumacher continuou na ativa no cinema até 2011, quando assinou “Reféns”, thriller de sequestro estrelado por dois amigos: Nicole Kidman, que atuou em “Eternamente”, e Nicolas Cage, de “Oito Milímetros”.

Na TV, ainda fez dois episódios da primeira temporada de “House of Cards”, primeira produção original importante da Netflix.

Em entrevista feita em 2019, Schumacher refletiu sobre o desprezo crítico a muitas de suas obras, remanescendo sobre uma exposição dos artistas James McNeill Whistler e John Singer Sargent que visitou na Inglaterra. “Os dois foram desprezados pelos críticos de arte, mas fizeram algo brilhante. Bem ao lado das obras, na parede, estavam cópias emolduradas das críticas horríveis que eles receberam. Quem se lembra deslas?”, questionou.

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