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CBF quer jogo contra Atlético-MG, mas Nivaldo diz: “Não sei se vou ter forças”
1 de dezembro de 2016 às 07:35

niva

Em meio aos preparativos da cidade de Chapecó para receber os corpos dos mortos no acidente aéreo da Chapecoense na Colômbia, onde iria disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, a CBF permanece firme no desejo de manter o último jogo do time no Brasileirão, domingo, 11 de dezembro, na Arena Condá, contra o Atlético-MG. Porém, com 10 anos de clube e presente em todos os acessos desde a Série D, o goleiro Nivaldo afirma que não sabe se irá “aguentar” ouvir os nomes dos companheiros falecidos vindo das arquibancadas (assista ao vídeo).

– Nós temos que tirar força, de um jeito ou de outro. Como falei, aquelas pessoas que se foram, deram a vida pela Chapecoense, gostariam de ver a gente lutando pela Chapecoense, assim como eles estavam fazendo, escrevendo uma bela história. Certamente, de onde estiverem, gostariam de saber que a gente está dando continuidade. O problema é que a gente não sabe se vai suportar esse estádio lotado chamando, gritando, o nome dos nossos jogadores. É uma emoção muito grande! Tu não sabe se vai suportar aquilo ali, se vai conseguir fazer um jogo de futebol normal com o torcedor chamando pelo Danilo, pelo Follmann, pelo Kempes, pelo Bruno Rangel. É isso que não sei, se temos “caixa” para suportar esse momento – disse Nivaldo.

O goleiro de 42 anos ainda revelou a última conversa que teve com Jackson Follmann, um dos seis sobreviventes do desastre aéreo que vitimou 71 pessoas na madrugada da última terça-feira. No bate-papo, o jogador lembrou da vontade do jovem arqueiro em fazer história no gol da Chapecoense.

– Os goleiros sempre foram unidos e a gente tinha uma grande amizade. O Follmann é um guri jovem, tinha toda a esperança, estava nos olhos dele e a gente começou a conversar no final do treino. Ele chegou e falou que queria marcar uma história parecida com a minha aqui na Chapecoense, que o torcedor o aplaudisse. Quando ele soube que eu não iria para a final, ele me abraçou e disse que iríamos ser campeões e iriam me carregar nos ombros. É um momento triste e, certamente, se o torcedor começar a gritar o nome deles, não sei se vou ter forças. Tu está vendo o que está sendo montado aqui, amanhã ou depois, eles estão aí e a gente não queria que eles chegassem dessa maneira. A gente queria ver eles alegres, gritando como sempre chegaram, mas não dentro de um caixão – concluiu.

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