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Derrota para o Palmeiras é reflexo de estratégia defensiva do Leão
23 de setembro de 2019 às 07:20
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Uma nova queda em casa e o 3º jogo sem vitória. Na Arena Castelão, ontem, o Fortaleza vendeu caro, mas acabou derrotado pelo Palmeiras por 1 a 0, pela 20ª rodada. Já sem margem de segurança, o time foi ultrapassado pelo Goiás, viu o CSA sair da zona de rebaixamento e mantém quatro pontos de distância para o Z-4, tendo em vista os 22 pontos somados.

Mesmo diante de um adversário de peso, que briga pelo título, a frustração toma conta do torcedor. A busca incessante pelo equilíbrio atrapalha o desenvolvimento da equipe como um todo, o que cria uma dicotomia fundamental que se resume a nem atacar ou defender. Com quatro atacantes, aderindo de vez a filosofia de Ceni, o time de Zé Ricardo priorizou a defesa e pouco agrediu: 12 chutes e só um na meta de Weverton.

Há sempre que se ressaltar que o Palmeiras esteve com a posse – 57% contra 43% – mas encontrou dificuldades na criação das jogadas, foi bem neutralizado. Todavia, no descuido, o placar magro é alcançado, assim como nas derrotas para Fluminense e Internacional, todas em casa e sob o comando de Zé Ricardo.

Mediocridade tática

Com um 1º tempo morno e sonolento, o Fortaleza se deu ao luxo de voltar relaxado do intervalo. Não contava com a intensidade aplicada por Mano Menezes, que adiantou a marcação, deslocou os volantes para próximo da grande área e o sufocou em campo.

Amarrado ao sistema tático e tentando fazer funcionar o esquema 4-2-4 sem duas peças de armação no meio-campo, erro corrigido com a entrada de Juninho, o Leão tinha o leque de estratégias limitado. A falta de mecanismo expõe os principais passadores do time, a dupla de zagueiros Jackson e Quintero, empatados no fundamento com 36 passes corretos diante do Verdão.

A concentração no campo defensivo é sinônimo de involução, só rompida com arrancadas solitárias de Edinho, Osvaldo e Romarinho. O trio sentiu a falta de um pivô, função exercida por André Luís, que não conseguia prender a bola ou vencer a disputa aérea, exigência dos excessos de cruzamentos: 22 feitos e três certos.

O goleiro Felipe Alves, com mais liberdade, até trabalhou melhor os pés, novamente em uma artimanha do ex-treinador para segurar a posse. A saída por lesão, no entanto, barrou o que seria a entrada de um meia: Vázquez ou Vargas.

É chegado o momento de remontagem para o duelo da quinta-feira (26), às 21h30, contra o Athletico/PR, fora de casa, sem Felipe Alves, Felipe e André Luís – suspensos.

Diário do Nordeste

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