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Goleiro Bruno deixa de prestar serviços no Corpo de Bombeiros, em Varginha, MG
28 de abril de 2018 às 10:45
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No dia em que completa exatamente um ano de prisão em Varginha (MG), o goleiro Bruno deixou de trabalhar no Corpo de Bombeiros do município. A medida foi tomada pelo próprio órgão, que, por meio de sua assessoria, disse não precisar mais de tantos detentos trabalhando no local, já que grande parte dos serviços já haviam sido feitos. Para a defesa, a repercussão incomodou os militares.

Bruno estava prestando serviços ao batalhão há duas semanas, quando foi remanejado após um pedido do Corpo de Bombeiros. Sem especificar nomes, o documento solicitava a alocação de presos para a realização de serviços gerais, como capina e limpeza.

Antes, o goleiro estava dando aulas de futebol no Núcleo de Capacitação para a Paz (Nucap), que é uma organização não governamental responsável pela gestão do grupo de detentos no município. Ele conseguiu a autorização para o trabalho externo em agosto de 2017.

Para o advogado Fábio Gama, que representa o goleiro, a repercussão do caso colaborou para a dispensa das atividades. “Eles já estavam incomodados com essa situação”, afirmou.

Com a dispensa do serviço, Bruno volta a passar o dia todo no présidio de Varginha até que uma nova transferência seja realizada para alguma instituição de trabalho externo.

“Ele já tem autorização para trabalhar na APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) há algum tempo, então a tendência é de ir ou para a APAC ou voltar para o Nucap”, afirmou a defesa.

Segundo o Tribunal de Justiça de Varginha, a vara de Execuções Criminais vai determinar um novo local de trabalho para Bruno.

Condenação

Bruno foi preso inicialmente em 2010 e depois condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio e por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu.

Os crimes somados chegaram a 20 anos e 9 meses de prisão. As penas foram divididas e, como o homicídio é considerado crime hediondo, Bruno precisa cumprir 40% da pena dele para ter direito à progressão de regime. Ou seja, ao todo, o goleiro precisa cumprir 7 anos, 6 meses e 15 dias de pena – ele tem uma falta grave cometida em 2013 que faz com que não seja computado o tempo total em que esteve preso.

Em 2017, ele chegou a ser solto por uma liminar, mas depois teve a medida revogada e o habeas corpus negado. Em 27 de abril de 2017, Bruno se apresentou à polícia em Varginha, onde continua preso exatamente um ano depois.

Fonte: G1

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