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hoje os 40 anos da morte de Feijó de Sá que foi empresário e fundou o Icasa
31 de janeiro de 2017 às 12:32

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O Site Miséria lembra nesta terça-feira a passagem de exatos 40 anos da morte do empresário José Feijó de Sá, que foi um dos fundadores do Icasa e faleceu num acidente em Barbalha. A propósito, o seu centenário de nascimento será no dia 20 de março o que ocorreu na Fazenda Ouro Preto situada em Salgueiro (PE) e sob a proteção de Manoel de Sá Araújo e Ana da Cruz Sampaio de Sá. Todavia, a permanência em casa durou pouco tempo já que aos 8 anos teve o consentimento dos pais para morar e estudar em Jardim.

Daí partiu para a casa do seu tio José da Cruz Sampaio no ano de 1925 e até trabalhou na loja do mesmo quando desenvolveu o tirocínio para a atividade. Em 1936 o jovem Feijó de Sá tinha apenas 19 anos quando foi convidado pelo tio para trabalhar na loja Nova Aurora, que inaugurou em Barbalha. Não demorou a se tornar sócio pelo seu crescimento nos negócios e o dom de atrair fregueses sempre viajando para os grandes centros, a fim de trazer tecidos do mais fino gosto.

Em 1943 a sociedade de tio e sobrinho se estendeu para Juazeiro do Norte onde abriram a Casa Feijó, que teve o nome alterado para Armazém Feijó. Já no ano seguinte casou com Maria Celina Callou de Sá de cujo enlace matrimonial nasceram: Ana Celi Feijó Andrade (empresária residente em Belém), Frederico Feijó de Sá (engenheiro civil residente em São Paulo), Maria Natércia Feijó Jereissati (empresária residente em Fortaleza), Francisco Rommel Feijó de Sá (médico, ex-prefeito de Barbalha e ex-deputado federal residente em Juazeiro) e Maria Eugênia Feijó Barros (empresária residente em Fortaleza).

José Feijó de Sá não era apenas um homem empreendedor, mas um querido patrão e exemplar pai de família em que o diálogo dentro de casa era pontuado como algo essencial. Em janeiro de 1951 ampliou a sociedade, incluindo Antonio Correa Celestino, Edmundo Morais, Vicente Teixeira de Macedo e Luciano Teófilo de Melo fundando a Aliança de Ouro Ltda, empresa ainda hoje existente no comércio de Juazeiro. Depois e junto com os sócios comprou a indústria de algodão de Antonio Gonçalves Pita.

Foi quando surgiu, anos depois, a ICASA (Industria e Comércio de Algodão S/A) precisamente no dia 25 de dezembro de 1957 construindo a fábrica algodoeira às margens da rodovia entre Juazeiro e Crato, onde hoje funciona a Singer. A indústria passou a contar com as melhores máquinas desfibradoras de algodão do Brasil e a pluma era vendida para o sul do País. Com a abertura do sistema de exportação pelo governo, Feijó de Sá passou a mandar seus produtos para a Alemanha no ano de 1966.

Já o óleo era vendido para as refinarias Alimonda Irmãos (PE), Siqueira Gurgel e Ceará Industrial em Fortaleza, enquanto a torta seguia para os estados da Bahia, Piauí e Pernambuco. Na década de 60 ele construiu um enorme galpão para servir de restaurante aos operários oferecendo uma alimentação de qualidade com preços subsidiados pela empresa, que até contava com uma horta e o plantio de muitas fruteiras.

O empresário Feijó de Sá sempre foi um homem afeito à leitura juntando autores como Machado de Assis, Humberto de Campos, José de Alencar e todas as obras de Plínio Salgado sem deixar de lado jornais, revistas e livros sobre administração, recursos humanos, relacionamento industrial, técnicas e supervisão de funcionários. Já no ano de 1963 fundou a CIGA (Companhia Iguatuense de Algodão S.A) e, no mesmo ano, o Icasa Esporte Clube.

Ele ainda acompanhou de perto o seu time participando do campeonato municipal de Juazeiro e sagrando-se campeão oito vezes, bem como os primeiros anos do “Verdão do Cariri” no Campeonato Cearense, sua filiação à CBF e vibrava com a inclusão do Icasa nos jogos da Loteria Esportiva algo difícil de se conseguir na época. Feijó de Sá sempre foi um homem solidário e costumava apoiar os amigos próximos nas empreitadas políticas a exemplo do médico, ex-prefeito de Juazeiro e ex-deputado federal, Mauro Sampaio.

Por Demontier Tenório
Com Parceria Site Miséria.com.br

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