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Juan concorda com dirigente sobre queda do Fla para Botafogo: “Vergonha”
7 de abril de 2018 às 07:53
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Os jogadores do Flamengo ficaram em silêncio por uma semana após a eliminação para o Botafogo no Campeonato Carioca. Nesta quarta-feira (4), o experiente zagueiro Juan concedeu entrevista coletiva no CT Ninho do Urubu. O tema foi a crise no Rubro-negro e o futuro do comando técnico.

As críticas do vice-presidente de futebol Ricardo Lomba, que definiu a queda no Estadual como uma “vergonha absurda”, encontraram eco na análise do defensor.

“A vergonha também é o nosso sentimento. Não desmerecendo o Botafogo. Dentro das qualidades e objetivos, chegar à final do Carioca era o que desejávamos. A eliminação aconteceu, mas o regulamento do Campeonato dá essa possibilidade. Estávamos no Maracanã, a nossa casa, com a torcida em maior número e falhamos. Concordamos com o que foi dito”, afirmou.

Outro ponto abordado pelo dirigente, no entanto, não foi bem recebido pelos atletas. Ao citar o termo “correr menos”, Lomba deixou os jogadores chateados. Uma reunião foi realizada após um pedido do dirigente para contornar os danos.

“Todo mundo sabe das declarações do Lomba. A reunião partiu dele para esclarecer o assunto. Foi um encontro de nível e tranquilo. Nos cobramos muito internamente. As pessoas não pensam isso, mas faz parte do nosso dia a dia. Foi importante para colocar um fim na polêmica criada. Alguns jogadores falaram. Eu, Réver, Diego, Júlio César, os mais experientes. Aceitamos a hierarquia, mas não concordamos com aquela história de que o time correu menos”, disse.

“Somos monitorados por GPS em treinos e jogos. Corremos mais até do que no jogo contra o Emelec, um exemplo que todo mundo dá de boa atuação do Flamengo. Ele entendeu a situação e nos respeitamos. Acontece. Todos estavam tristes e de cabeça quente”, completou.

Sobre o técnico que substituirá Paulo César Carpegiani, Juan não manifestou preferência – apesar de ter sido questionado sobre Renato Gaúcho. O zagueiro deixou claro apenas que os jogadores desejam dar a volta por cima.

“O Renato é um grande treinador, o melhor da América do Sul. Mas estamos com a cabeça voltada ao trabalho independentemente do técnico que virá. O grupo quer corrigir os erros com A, B ou C. A torcida está carente e exige um título de expressão. As críticas acontecerão até esse dia chegar. O caminho é esse. Algo que estamos fazendo desde o ano passado”, encerrou.

 

uol

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