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Scooby e ‘Gordo’ relatam desespero após naufrágio: ‘Vamos morrer’
4 de agosto de 2018 às 07:41
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Os surfistas brasileiros Pedro Scooby e Felipe Cesarano, o ‘Gordo’, viveram momentos de tensão após o barco em que estavam naufragar nesta sexta-feira (3), na Indonésia. Depois de enfrentarem uma forte tempestade com ondas e vento intenso, o barco encheu de água e precisou ser abandonado pela tripulação. Alguns surfistas chegaram a ficar três horas à deriva no mar. Apesar do susto, todos os tripulantes e o capitão da embarcação foram resgatados.

Um dos surfistas que ficou à deriva no mar, Felipe Cesarano contou ao ‘UOL Esporte’ o desespero vivido por ele e os outros tripulantes.

“O mar estava muito forte e foi dando umas pancadas no barco. Aí no meio da travessia a gente viu que estava entrando água, tinha feito um furo no casco. A água foi estragando as máquinas, os motores, e a gente começou a fazer a retirada. Pedimos ajuda, veio um barco, as mulheres passaram primeiro, fomos passando as coisas, e um dos barquinhos que levava as coisas de um barco para o outro também ficou cheio de água e capotou, afundou… Aí tinha um jet ski, mas deu m… também, entrou água e perdemos o jet ski”, contou o Gordo.

“Passou todo mundo e ficaram eu, mais três amigos e o capitão do barco. Estava quase escurecendo e a gente pensou: ‘agora dane-se o barco’. O barco estava sendo rebocado, para tentar salvar… E quando a gente tentou passar para o outro barco, a galera combinou: ‘corta a corda e a gente pula na água com os restos da prancha’, a gente fez uma boia com elas, para ficar todo mundo boiando, foi a nossa sorte. Só que quando a gente pulou na água a corrente estava muito forte e o barco que ia encostar para a gente subir ficou à deriva, a corda entrou no motor. Então o barco de resgate ficou à deriva, o outro afundando e a gente deitado em cima de um monte de pranchas, e ficando cada vez mais longe do barco.” completou.

De acordo com o big rider após o naufrágio, alguns surfistas chegaram a ficar 3 horas à deriva no mar.

“Só que graças a Deus tinha uma lanterna, que a gente ficava jogando para o alto, iluminando, e o barco grande, que era da Guarda Marítima, ficou iluminando a gente. Só que nisso a gente foi ficando longe, longe, foi se perdendo de vista, estava a mais de 1km de distância, vendo bem pequena a luz do barco, já estava desesperado: ‘ferrou, vamos morrer, vamos ficar aqui até chegar a ajuda, passar a noite inteira no mar, amanhã vemos o que vai ser’, e aí os caras conseguiram desatolar a linha do barco e foram em nossa direção graças a nossa lanterna e aos amigos brasileiros e as esposas que já estavam no barco e ajudaram. Mas agora, graças a Deus, está tudo bem”, concluiu.

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