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Sobrevivente disse que ‘luzes se apagaram repentinamente’
30 de novembro de 2016 às 09:40

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Uma dos seis sobreviventes da tragédia do voo da Chapecoense que iria para a Colômbia, a comissária de bordo Ximena Suárez contou ao governador de Antioquia, Luis Pérez, que as luzes do avião se apagaram repentinamente no trajeto até Medellín. Segundo o político colombiano, este é o único depoimento que existe até o momento sobre o acidente.

– O pouco que ela falou foi que as luzes começaram a se apagar repentinamente e que 40 ou 50 segundos depois sentiu a pancada. Ela se lembra até aí – disse Pérez, em entrevista à veículos de imprensa colombianos.

O governador de Antioquia disse ainda que este é o “único testemunho que temos”.

– Não podemos aumentá-lo ou diminuí-lo para não prejudicar as investigações.

As causas do acidente ainda serão investigadas, mas especialistas não descartam a possibilidade de falha elétrica. Também se especula a possibilidade de falta de combustível.

Perez acrescentou ainda que outros sobreviventes relataram a ele que havia sofrido pancadas na cabeça, sentiam muita dor e que não podiam mover os membros.

– Mas é melhor não especular e ter um balanço preciso – afirmou.

OUTRO SOBREVIVENTE

Outro sobrevivente da tragedia, o boliviano Erwin Tumiri, declarou ao jornal “La Razón”, da Bolívia, que escapou da morte por ter seguido todos os protocolos de segurança. Ele permaneceu em posição fetal com uma mala entre as pernas, o que teria ajudado a amenizar o impacto da queda.

– Sobrevivi porque segui todos os protocolos de segurança. Com a situação de pânico, muitos se levantaram dos assentos e começaram a gritar. Coloquei umas malas entre as pernas e fiquei na posição fetal, recomendada para acidentes – afirmou o comissário de bordo.

O voo da Chapecoense seguia de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para Medellín, onde a Chapecoense disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. A partida foi adiada, mas o time colombiano solicitou à Conmebol que o título seja dado para a equipe catarinense.

O Globo

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