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Acusados de assassinar o menino Bernardo Boldrini são julgados no RS; Relembre o caso
11 de março de 2019 às 15:45
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Teve início nesta segunda-feira, 11, em Três Passos (RS), o julgamento dos suspeitos do homicídio de Bernardo Boldrini, de 11 anos. Respondem ao processo criminal o pai da vítima, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, e os irmãos dela Edelvânia e Evandro Wirganovicz (amigos de Graciele).

O caso chocou o país em 2014, pela brutalidade e pelo grau de parentesco dos suspeitos do crime com a vítima. O menino desapareceu em 4 de abril daquele ano, em Três Passos. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, dentro de um saco plástico, enterrado às margens de um rio na cidade de Frederico Westphalen.

Os suspeitos serão julgado pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, onde sete jurados decidirão se são culpados ou inocentes dos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Boldrini e Graciele), triplamente qualificado (Edelvânia) e duplamente qualificado (Evandro), além de ocultação de cadáver. O pai também responderá pelo crime de falsidade ideológica.

O julgamento é presidido pela juíza Sucilene Engler. Caso sejam considerados culpados pelo júri, cabe a ela determinar o tempo de prisão.

Casal é suspeito pela morte do menino (Foto: Reprodução/Facebook)

RELEMBRE O CASO

Em janeiro de 2014, Bernardo tinha comparecido, sozinho, ao Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da cidade, queixando-se de maus tratos, xingamentos e abandono.

A Justiça tentou tirar do pai a guarda do menor para conceder à avó materna, Jussara Uglione, mas Boldrini negou-se a entregar o filho. Como não havia sinais de violência física, o juiz Fernando Ferreira dos Santos concedeu noventa dias para que o médico cumprisse o acordo de melhorar sua relação com o filho. Não houve tempo.

Bernardo Uglione Boldrini desapareceu no dia 4 de abril de 2014. Ele foi encontrado morto 10 dias depois, em uma cova vertical nas margens de um riacho, em Frederico Westphalen. Laudos periciais atestaram a presença de Midazolam no estômago, rim e fígado do menino. A superdosagem do medicamento teria sido a causa da morte da criança.

No dia do desaparecimento de Bernardo, Graciele foi multada por excesso de velocidade na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. A mulher trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen, que fica a cerca de 80 km de distância de Três Passos. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada de Bernardo.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Graciele conduziu o enteado até Frederico Westphalen. Ao iniciar a viagem, ainda em Três Passos, ministrou-lhe, via oral, a substância midazolam, sob o argumento de que era preciso evitar enjoos. Em seguida, já na cidade vizinha, Graciele encontrou a amiga Edelvânia Wirganovicz.

Conforme ainda o MP, Graciele, com apoio moral e material de Edelvânia, aplicou em Bernardo mais uma injeção intravenosa da substância midazolam, em quantidade suficiente para lhe causar a morte.

A denúncia do Ministério Público ainda apontou que o pai atuou como mentor do crime, juntamente com Graciele. Segundo o MP, interceptações telefônicas (ouça os áudios) e laudos periciais comprovam.

De acordo com a denúncia, Evandro Wirganovicz foi o responsável por fazer a cova vertical, além de limpar o entorno do local, dois dias antes da morte de Bernardo, para facilitar o crime.

Os réus Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Leandro ainda responde por falsidade ideológica.

Com informações de Veja e G1.

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Agência Miséria

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