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Ataque a ônibus com crianças deixa dezenas de mortos no Iêmen
10 de agosto de 2018 às 06:00
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Dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas nesta quinta-feira (9) em um bombardeio contra um ônibus que transportava crianças no norte do Iêmen, anunciou a representação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) no país.

“Depois de um ataque esta manhã contra um ônibus que transportava crianças em um mercado de Dahyan no norte de Saada, um hospital apoiado pelo CICR recebeu dezenas de mortos e de feridos”, tuitou a organização.

Segundo as autoridades dos rebeldes houthis, que controlam a zona onde houve o ataque, ao menos 43 pessoas morreram e 63 ficaram feridas, em sua maioria crianças de menos de 10 anos.

Segundo a emissora, foi um ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iêmen em apoio às forças do governo reconhecido internacionalmente. O porta-voz da coalizão não comentou o episódio.

O bombardeio ocorre horas depois que um ataque com um míssil balístico lançado desde o Iêmen contra a cidade saudita de Jizan (sudoeste). Uma pessoa morreu no ataque, segundo os sauditas.

Segundo o porta-voz do Ministério de Saúde do Governo dos houthis em Sana, Yusef al Hadari, as crianças iam a um centro educativo de verão dependente do Ministério de Assuntos Islâmicos.

O ataque aéreo aconteceu na cidade de Dahian, na província de Saada, fronteiriça com a Arábia Saudita e principal fortificação dos rebeldes houthis.

Na última quinta-feira (2), pelo menos 55 civis morreram e 170 ficaram feridos em ataques na cidade portuária de Hodeida (oeste), segundo o CICR.

A cidade estratégica de Hodeida está controlada pelos houthis, que também responsabilizaram a coalizão pela ofensiva. A coalizão negou e atribuiu sua autoria aos rebeldes.

A coalizão foi, diversas vezes, acusada de erros que custaram a vida de centenas de civis. Embora tenha admitido sua responsabilidade em alguns ataques, em geral acusa os huthis de se misturarem com os civis ou de usá-los como escudos humanos.

A guerra no Iêmen deixou mais de 10.000 mortos desde a intervenção da coalizão em março de 2015 e deflagrou a “pior crise humanitária” do mundo, segundo a ONU.

Fonte: Veja

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