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Coreia do Norte dispara míssil do norte do país, diz Coreia do Sul
14 de maio de 2017 às 17:53

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico neste sábado (domingo pelo horário local), um lançamento efetuado de uma província do norte do país, que constitui o primeiro ensaio militar de Pyongyang desde a chegada ao poder em Seul do novo presidente, Moon Jae-In.

O míssil balístico, lançado da estação de Kusong, no noroeste do país, foi disparado por volta das 5h30 do horário local (17h30 no horário de Brasília) e percorreu cerca de 700 quilômetros, informou o Estado Maior Conjunto de Seul.

“O Sul e os Estados Unidos estão analisando mais detalhes sobre o míssil”, disse a entidade em um comunicado sem dar mais detalhes.

O Comando do Pacífico dos Estados Unidos confirmou o lançamento. De acordo com informações obtidas pela CNN, o míssil teria caído em águas a cerca de 60 milhas (quase 97 km) ao sul da região de Vladivostok, na Rússia.

“O Comando do Pacífico dos Estados Unidos detectou e rastreou um lançamento de míssil da Coreia do Norte” aproximadamente às 20h30 GMT de sábado, disse o organismo em um comunicado, acrescentando que o tipo de míssil ainda está sendo avaliado.

O porta-voz do Kremlin disse que o presidente Vladimir Putin está preocupado com o teste feito pela Coreia do Norte. O russo participa de fórum em Pequim, na China. O país asiático também demonostrou preocupação com o acontecimento deste domingo.

Tensão na Ásia

Este é o segundo lançamento de um míssil em cerca de duas semanas, e o primeiro desde que o novo presidente sul-coreano Moon Jae-In chegou ao poder, após as eleições antecipadas celebradas nesta semana.

Em fevereiro, Pyongyang, lançou um míssil da mesma posição e o projétil chegou a percorrer cerca de 500 quilômetros. Após o lançamento, Moon convocou uma reunião de emergência com seu gabinete de segurança.

“O presidente lamentou profundamente a provocação imprudente do Norte feita apenas alguns dias após o início da nova administração no Sul”, disse o porta-voz após a reunião da Lua com assessores de segurança nacional.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o lançamento do míssil como algo “totalmente inaceitável” e como “uma grave ameaça” para Tóquio.

O mísssil se manteve no ar por aproximadamente meia hora, antes de cair no mar do Japão, que fica entre os dois países, informou o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

Outro teste, que havia sindo lançado em março, também caiu em uma área próxima ao Japão, alarmando Tóquio.

´Já veremos´

Pyongyang fez dois testes atômicos e dezenas de testes de mísseis desde o início do ano passado, em sua tentativa de desenvolver um sistema nuclear que possa atingir o território americano.

Washington advertiu que todas as opções militares estão sobre a mesa, mas recentemente o presidente americano, Donald Trump, suavizou seu discurso e disse que ficaria “honrado” de reunir-se com o líder norte-coreano Kim Jong un.

Em seu discurso de posse, Moon, que ao contrário de seus antecessores é favorável ao diálogo, disse que está disposto a visitar Pyongyang, nas “circunstâncias” adequadas.

No sábado, uma alta funcionária da diplomacia da Coreia do Norte afirmou que o regime de Pyongyang aceitaria estabelecer contatos com os Estados Unidos se houver “condições adequadas”.

Choe Son-Hui, chefe do departamento de América do Norte do ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, disse à imprensa no aeroporto de Pequim que seu país estabelecerá um “diálogo” com a administração do presidente Donald Trump caso existam “condições adequadas”.

A responsável fez essas declarações em seu regresso de Oslo, onde encontrou acadêmicos e ex-funcionários do governo americano, entre eles Thomas Pickering, ex-embaixador dos EUA, e Robert Einhorn, ex-conselheiro do Departamento de Estado para a não proliferação e controle de armas, segundo indica a agência sul-coreana Yonhap.

Questionada se a Coreia do Norte está disposta a dialogar com o governo do Sul, a diplomata norte-coreana Choe respondeu em Pequim: “Já veremos”.

Fonte: AFP

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