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Gerente da LaMia seguirá preso durante investigação de acidente da Chapecoense
9 de dezembro de 2016 às 13:02
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O gerente da LaMia, companhia aérea responsável pelo avião que caiu na semana passada na Colômbia durante voo com o time da Chapecoense, será mantido em prisão enquanto durar a investigação sobre o caso, disse uma funcionária na quinta-feira, segundo a Reuters.

“A audiência de medidas cautelares ocorreu no Primeiro Tribunal de Instrução Anticorrupção da cidade de Santa Cruz, na qual os promotores fundamentaram a imputação e demonstraram os riscos processuais”, disse a diretora nacional anticorrupção, Fanny Alfaro.

Gustavo Vargas foi detido na terça-feira e levado para delegacia, onde passou mal e teve que ser internado até a tarde de quarta-feira. O empresário é acusado de abandono do dever, uso indevido de influências e homicídio culposo, entre outros.

“Os promotores são uns mentirosos. Fiquei por responsabilidade, era fácil escapar e desaparecer”, disse Vargas.

A aeronave levava a Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana na cidade colombiana de Medellín.

A queda do avião, aparentemente após ficar sem combustível, deixou 71 mortos e outras seis pessoas gravemente feridas. Entre as vítimas estão, além dos integrantes da Chapecoense, convidados da equipe.

Autoridades bolivianas suspenderam na semana passada a licença da LaMia. O jornal boliviano “El Deber” informou que a comissão de fiscais que analisa o acidente confiscou duas aeronaves da empresa, que estavam em um dos hangares da Força Aérea Boliviana (FAB), em Cochabamba, “com fins investigativos”.

No fim de semana, o comandante da Força Aérea Boliviana, Celier Aparicio, afirmou que existe ação judicial aberta contra a companhia aérea devido a uma dívida correspondente a manutenção, no valor de 335.550 bolivianos (o que equivale a cerca de R$ 162.240).

Na quinta-feira, promotores da Bolívia, da Colômbia e do Brasil se reuniram para discutir a investigação do acidente com o avião, segundo o Jornal Nacional.

Fonte: G1

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