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Mãe mandou matar PM após ver vídeo íntimo dele com a filha, diz Polícia Civil
5 de junho de 2019 às 05:05
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O cabo da Polícia Militar de Araraquara (SP) Elias Matias Ribeiro, de 49 anos, foi morto pela namorada, a filha mais velha e o tio dela, segundo o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Fernando Bravo. Segundo ele, o crime teve motivação passional, após a mãe ver um vídeo íntimo entre o namorado e a filha mais nova dela, de 20 anos.

Jaciane Maria, de 40 anos, e Larissa Marques, de 22, foram presas na tarde desta terça-feira e confessaram o crime. Elas ainda não apresentaram advogado de defesa. O tio está foragido.

Relação com mãe e filha

A mãe disse ao delegado que teve a ajuda de um tio para matar o cabo, com quem se relacionava há 4 meses.

Na noite de segunda-feira (3), ela convidou o namorado para a sua casa e, após ele dormir, o tio entrou na sua casa e deu a marretada que matou o PM.

“O motivo foi passional. Elas foram apresentadas na DIG e confessaram o crime. A mãe esclareceu que namorava a vítima há 5 meses e, durante o relacionamento, ele passou a namorar a filha mais nova. Ela viu um vídeo sexual dos dois e combinou com o tio de matar a vítima”, afirmou Bravo.

Com a ajuda a filha mais velha, eles colocaram o corpo no carro do próprio policial, junto com o colchão ensanguentado e dirigiram até um canavial entre Araraquara e Américo Brasiliense, onde colocaram fogo no veículo.

Na casa do tio, um pedreiro de 54 anos, a polícia encontrou a marreta usada no crime. Ele ainda não foi localizado.

As duas mulheres tiveram a prisão preventiva pedida pela polícia e aguardam posicionamento da Justiça.

Elas serão indiciadas por homicídio qualificado, por motivo fútil, recurso que impediu a defesa da vítima, além da destruição do corpo.

Corpo carbonizado

O carro do policial, um SUV Tucson, foi encontrado em chamas por volta das 3h desta terça em um canavial próximo à vicinal de acesso à Rodovia Antônio Machado Santana (SP-255), entre Américo Brasiliense e Araraquara.

O corpo carbonizado foi encontrado dentro do carro incendiado e, por conta do estado, a polícia pediu exame da arcada dentária.

Segundo o comandante da PM de Araraquara, tenente-coronel Adalberto José Ferreira, o corpo estava no banco de trás do veículo, junto com um colchão e o colete à prova de balas. No banco da frente, foram encontrados a arma, algemas, e carregadores.

O cabo trabalhava no 13º batalhão em Araraquara. Ele era motorista do comandante e estava há um mês de ir para a reserva. Ainda não há previsão para velório e enterro.

Fonte: G1

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