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Militares do Irã ameaçam atacar território dos EUA ; Casa Branca reforça segurança
8 de janeiro de 2020 às 08:30
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Após o lançamento de mais de 35 mísseis contra bases militares dos EUA no Iraque, em retaliação à morte do seu comandante militar, o Irã ameaça ampliar sua ofensiva e atacar o território norte-americano, agravando as tensões geopolíticas com seu principal inimigo.

A Guarda Revolucionária Iraniana usou seu canal no Telegram para informar que pode revidar diretamente no território dos Estados Unidos caso os americanos respondam ao ataque feito na noite desta terça-feira, a duas bases que abrigam tropas norte-americanas no Iraque.

Segundo o texto, o “Pentágono relata que os EUA responderão aos ataques do Irã e desta vez a resposta será na América”.

Casa Branca

A segurança na Casa Branca foi reforçada desde o começo da tensão com o Irã, segundo uma fonte do canal CNN que preferiu não se identificar.

Ainda no Telegram, a Guarda Revolucionária Iraniana também disse que atacará as cidades de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Haifa, em Israel, em uma terceira onda de operações na hipótese de o Irã ser atacado.

De acordo com os Estados Unidos, pelo menos 12 mísseis atingiram duas bases aéreas. Uma das bases atingidas foi Ain al-Asad, em Anbar. A outra se localiza em Irbil, na região semiautônoma do Curdistão. No entanto, as notícias da imprensa americana e inglesa são de que mais de 35 mísseis foram disparados, e uma terceira base militar foi atacada. Cerca de cinco foguetes atingiram uma base de coalizão dos EUA a 27 km ao norte de Bagdá.

A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelo ataque, que aconteceu horas depois do funeral do general iraniano Qassem Soleimani.

Até agora, o número de vítimas e a extensão dos danos não são conhecidos.

A Casa Branca retuitou uma mensagem da secretária de imprensa dos EUA, Stephanie Grisham, que diz que o governo norte-americano está ciente das notícias do ataque às instalações no Iraque. “O presidente [Donald Trump] foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional.”

A Autoridade Federal de Aviação dos EUA emitiu restrições de emergência para o espaço aéreo do Golfo Pérsico, restringindo os voos comerciais na região, citando “potencial de erro de cálculo ou identificação incorreta”.

O ataque ocorreu dias após um ataque com drone feito pelos Estados Unidos no Iraque que resultou na morte do general iraniano Qassem Soleimani, uma das principais lideranças militares do Irã na semana passada. A morte de Soleimani causou forte reação no Irã e no Iraque. O presidente da República Islâmica do Irã, Hassan Rouhani, disse que a “resistência contra os excessos dos Estados Unidos vai continuar” e que “o Irã vai se vingar deste crime hediondo”.

As cerimônias fúnebres de Qassem Soleimani reuniram milhares de pessoas no Iraque e no Irã, que saíram às ruas para se despedir de Soleimani e protestaram contra os EUA. No domingo, o presidente dos EUA Donald Trump prometeu “forte retaliação” caso o Irã contra-atacasse e, no sábado, disse que se o Irã cumprir a ameaça de vingar a morte do general Qassem Soleimani, a resposta militar será “rápida e forte”, contra 52 alvos iranianos.

Diário do Nordeste

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