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Morre bebê que nasceu após grávida ser baleada em Vitória
16 de agosto de 2018 às 08:29
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O bebê que nasceu em um parto de emergência, após a mãe Pâmela Soares ter sido morta por uma bala perdida nesta terça-feira (14) em Gurigica, Vitória, não resistiu e morreu no hospital na noite desta quarta-feira (15). A informação é da família.

A pequena Laura nasceu aos sete meses de gestação e estava internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital das Clínicas.

O crime que resultou na morte da jovem aconteceu na tarde desta terça-feira (14). Segundo a família, Pâmela estava assistindo à televisão quando ouviu os disparos, e ainda empurrou uma sobrinha de 4 anos para o chão para que não fosse atingida, antes de ela mesma ser baleada na cabeça. A jovem foi socorrida, mas não resistiu.

A notícia da morte da criança chegou para a família no momento em que a jovem era sepultada, no cemitério de Maruípe, em Vitória, na tarde desta quarta-feira.

Médica lamenta

A médica Diandria Margotto Bertollo, que participou do parto de emergência da pequena Laura, lamentou a perda da criança.

“Foi uma cirurgia delicada, quando a mãe chegou no hospital tínhamos poucos minutos para definir o que ia acontecer. Fizemos uma ultrassom e vimos que o bebê tinha abtimentos cardíacos, então logo iniciamos o parto de emergência. Tínhamos a esperança de que a Laura ia sobreviver, mas ao mesmo tempo sabíamos da gravidade do quadro dela. As primeiras 24 horas de vida de um prematuro realmente são cruciais”, explicou a médica.

O Hospital das clínicas não informou o que provocou a morte da recém-nascida.

Prisão é prioridade

O caso da morte da jovem Pâmela está sendo investigado com prioridade pela polícia, afirmou o secretário de Segurança Pública Nylton Rodrigues.

“É prioridade para todos nós na Segurança Pública, para que possamos encontrar esses indivíduos. Já sabemos que foi uma briga de dois traficantes, um deles efetuou o disparo que atingiu a Pâmela. Nós vamos encontrar esses camaradas e enfiá-los na cadeia”, garantiu o secretário.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e informações não serão passadas para não atrapalhar a apuração. Denúncias podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia 181 o sigilo e anonimato são garantidos.

Fonte: G1

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