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Neto de Lula não morreu de meningite, informa Prefeitura de Santo André
2 de abril de 2019 às 09:22
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Prefeitura de Santo André, na Grande São Paulo, informou nessa segunda-feira (1º) que a causa da morte de Arthur Araújo Lula de Silva, aos 7 anos, não foi meningite meningogócica, como divulgado inicialmente. O neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva morreu no dia 1º de março, no Hospital Bartira, do grupo D’Or

A doença foi divulgada como causa da morte. Arthur deu entrada no hospital, às 7h20 do dia 1º de março, com sintomas como febre, dor no corpo e enjoo. O quadro era estável, mas rapidamente se agravou. Ele morreu às 12h36 do mesmo dia.

Em nota, a prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Saúde encaminhou amostras coletadas no hospital para análise do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Os exames deram negativo para meningite, meningite meningocócica e meningococcemia.

O município, no entanto, não indicou outras possíveis causas da morte de Arthur. “Todos os procedimentos de proteção e profilaxia dos comunicantes foram realizados seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. Informações adicionais relacionadas ao caso dependem de autorização expressa da família da criança”, informou o documento.

A família de Lula ainda não se manifestou.

Confira a íntegra da nota divulgada pela Prefeitura de Santo André:

“Conforme amplamente noticiado, no dia 1°/03/2019 recebemos por volta das 14h20 a notificação de nº 5968951, informando que o paciente A.A.L.S, de 7 anos de idade, deu entrada no Hospital Bartira às 7h14 do dia 1°/3 com cefaleia, febre, mialgia, exantema, cianose, náuseas e dores abdominais. Evoluiu com confusão mental e o paciente veio a óbito por volta das 12h. O hospital informou na notificação que o motivo do óbito foi meningococcemia (meningite). Apesar da notificação, o resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pelo próprio Hospital Bartira, acusou bacterioscopia negativa.

Em face dessa constatação, na mesma data, a Secretaria de Saúde de Santo André, por meio do Departamento de Vigilância à Saúde, encaminhou as amostras de sangue e líquor coletadas no Hospital para análise e confirmação do Instituto Adolfo Lutz, que normalmente emite os resultados no prazo de 15 a 30 dias. Além de encaminhamento das amostras, realizamos esquema profilático dos comunicantes (pessoas com contato íntimo por mais de quatro horas diárias com o paciente nos últimos sete dias). Devido ao fato do paciente estudar em São Bernardo do Campo, a Vigilância Epidemiológica do referido município foi comunicada para que as medidas de profilaxia cabíveis fossem tomadas na escola, o que devidamente ocorreu.

As investigações foram finalizadas pela Secretaria de Saúde de Santo André, por intermédio do Departamento de Vigilância à Saúde, e segundo os resultados dos exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, foram descartadas: meningite, meningite meningocócica e meningococcemia.

Todos os procedimentos de proteção e profilaxia dos comunicantes foram realizados seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. Informações adicionais relacionadas ao caso dependem de autorização expressa da família da criança.”

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