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Pela 1ª vez na década, Brasil deixa de avançar em ranking de qualidade de vida
22 de março de 2017 às 07:42

Pela primeira vez desde 2010, o Brasil manteve a nota e a mesma posição entre as 188 nações pesquisadas no ranking de desenvolvimento humano da ONU (Organização das Nações Unidas), apresentado nesta terça-feira (21). O país figura em 79º lugar na lista, mesma posição do ranking anterior. A nota também é a mesma do ano anterior: 0,754 –quanto mais perto de 1, melhor é a avaliação.

De acordo com informações do Pnud, o Brasil melhorou nos critérios de saúde e educação, mas piorou no de renda, o que provocou sua estagnação no ranking mundial de IDH.

Os dados servem de base para o relatório 2016 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e são de 2015. Portanto, não levam em consideração os acontecimentos dos últimos meses do mandato de Dilma Rousseff nem políticas adotadas pelo governo Michel Temer.

Veja as notas de IDH do Brasil desde 2010:

– 2010: 0,724
– 2011: 0,730
– 2012: 0,734
– 2013: 0,747
– 2014: 0,754
– 2015: 0,754

Para a avaliação do IDH, além da dimensão econômica (renda nacional bruta), também são utilizados indicadores em saúde (expectativa de vida) e educação (média de anos de estudo e expectativa de anos de estudo).

No ranking 2016, a posição 79 é compartilhada pelo Brasil com a ilha caribenha de Granada.

Na América do Sul, o país tem o quinto maior IDH, ficando atrás de Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela (nesta ordem). Argentina, Chile e Uruguai têm todos os indicadores, sociais e econômicos, maiores do que os brasileiros. No caso da Venezuela, é melhor o item sobre renda nacional bruta e piores os que correspondem a expectativa de vida e anos esperados de estudo.

Os cinco primeiros países na lista são: Noruega (0,949), Austrália e Suíça (0,939), Alemanha (0,926) e Dinamarca e Cingapura (0,925).

Na escala de desenvolvimento global, o Brasil está entre os países avaliados como de “alto desenvolvimento humano”, que é a segunda melhor classificação. A primeira é “muito alto”, e as outras duas são “médio” e “baixo”.

“Severidade da crise”

Em nota oficial, nesta terça-feira, a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto disse que “os dados divulgados ilustram a severidade da crise da qual apenas agora o país vai saindo”. “O resultado do conjunto de transformações em curso sob a liderança do presidente Michel Temer deve refletir-se, ao longo das próximas edições do índice, em uma melhoria, tanto absoluta, como relativa de nosso número.”

“Medidas como o controle das contas públicas, garantia dos gastos em saúde e educação, garantia do acesso à água por meio da conclusão do Projeto São Francisco, retomada do crescimento e do emprego se combinam para recolocar o país nos trilhos e criar uma realidade que logo será refletida nos indicadores internacionais”, finaliza o comunicado.

Entre os 51 países avaliados como de “alto desenvolvimento humano”, estão, por exemplo, Canadá, Estados Unidos, Argentina, Chile, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Israel.

Dos 55 no patamar “alto”, como o Brasil, estão também Uruguai, México, Cuba, Tailândia, Malásia, Turquia e Líbano.

Entre os 41 avaliados como “médio” estão, por exemplo, Paraguai, Bolívia, Guatemala, Índia, Egito, África do Sul, Congo e Palestina.

No patamar “baixo” estão 41 países, quase todos na África, como Nigéria, Angola, Moçambique e República Democrática do Congo, e ainda Síria, Haiti, Afeganistão e Ilhas Salomão.

Fonte: UOL

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