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Rio de Janeiro: PMs se negam a participar de simulação da morte de Maria Eduarda
14 de abril de 2017 às 08:45

A morte da estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, em um tiroteio no dia 30 de março, ainda está sendo investigada pela Polícia Militar, embora a perícia já tenha concluído que um dos disparos que atingiram a menina partiu da PM.

Um vídeo gravado por um morador da região flagrou o momento em que a dupla de policiais atira em dois homens caídos junto ao muro da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Acari.

No entanto, dois PMs envolvidos no tiroteio se negaram a participar de uma reprodução simulada realizada nesta quarta-feira (12) na unidade de ensino.

A advogada Luciana Barbosa Pires alegou que o cabo Fábio de Barros Dias e o sargento David Gomes Centeno correriam risco de vida se fossem ao local.

Como destaca o jornal O Globo, os dois estão presos sob a acusação de homicídio qualificado.

“Por orientação da defesa, eles exerceram o direito de não vir. Poderia haver uma retaliação do tráfico. Isso não vai atrapalhar (a reprodução simulada). Os PMs já deram depoimentos sem contradições, depoimentos contundentes, a polícia já tem todas as informações, já sabe a dinâmica do evento. A presença deles aqui poderia causar um tiroteio”, explicou a advogada.

A mãe de Maria Eduarda ficou frustada com a ausência dos PMs. “Queria olhar para eles e perguntar se têm filhos. Queria saber o que fariam se estivessem na minha situação”, disse a mãe.

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