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Rio de Janeiro: Sobrinho de Romário é preso suspeito de tráfico de drogas
3 de fevereiro de 2017 às 17:28

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Apontado pela polícia como um dos criminosos mais procurados da Região dos Lagos e com mandado de prisão preventiva expedido há uma semana, Ronaldo Cesar dos Santos Souza Faria, de 24 anos, entregou-se na 25ª DP (Engenho Novo) na quarta-feira à noite, acompanhado do pai e de um advogado. O jovem, acusado de tráfico de drogas e de ligação com o Comando Vermelho (CV), é sobrinho do senador Romário de Souza Faria (PSB-RJ). Ele foi o 37º preso da Operação Conexão Saquarema, deflagrada no dia 25.

Agentes suspeitavam que o acusado estivesse escondido no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. No entanto, o advogado Lauro Fonseca, disse que em momento algum Ronaldo Cesar ficou foragido.

“O que aconteceu foi que quando a polícia chegou ao endereço (em Saquarema), ele estava no Rio. Tão logo tomou conhecimento da situação, através da mãe, procurou o pai, que de pronto resolveu ajudar o filho e me acionou. Resolvemos conduzi-lo à delegacia para o cumprimento do mandado”, afirmou o advogado, que entrará com pedido de habeas corpus para o seu cliente.

Ainda de acordo com o advogado de defesa, Ronaldo é réu primário, não tem antecedentes criminais e possui residência fixa. “Assim que tivermos acesso aos autos (do processo) vamos começar com a defesa na comarca de Saquarema”, explicou.

Ronaldo Cesar foi levado ontem para a Cadeia Pública José Frederico Marques (Bangu 10), no Complexo de Gericinó. Procurado, Romário informou, através da sua assessoria de imprensa, não saber nada sobre a prisão do sobrinho.

A operação que levou, até agora, à prisão de 37 suspeitos foi deflagrada dia 25 a partir de uma investigação da 124ª DP (Saquarema), coordenada pelo delegado titular Leonardo Macharet, que durou cinco meses. Ronaldo é apontado como o responsável pela venda de drogas no bairro São Geraldo, na cidade da Região dos Lagos. O delegado preferiu não se manifestar sobre o assunto — apenas confirmou que o acusado se entregou à polícia.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, chefes do CV que estão presos em Bangu 3 arrendaram bocas de fumo da Região dos Lagos para traficantes locais, impondo o pagamento de uma taxa mensal denominada por eles como ‘caixinha’ e determinando algumas regras para a venda de entorpecentes. Uma das ordens é que toda droga vendida lá teria que ser comprada na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré.

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