JPMotos
Viúva de atirador da boate Pulse é inocentada nos EUA
31 de março de 2018 às 11:47
70
Visualizações

A viúva do homem que matou 49 pessoas a tiros na boate gay Pulse, em Orlando, em 2016, foi inocentada das acusações de ter ajudado o marido no ataque e mentido ao FBI. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (30) por um tribunal distrital de Orlando.

Noor Salman, de 31 anos e de origem palestina, era casada com Omar Mateen, de origem afegã, e foi acusada de obstruir a investigação e de fornecer materiais a uma organização terrorista.

Os promotores alegavam que ela sabia das armas do marido, de seu interesse por vídeos muçulmanos extremistas e de sua intenção de promover um ataque e que não agiu para impedi-lo.

Segundo a Associated Press, os advogados de defesa de Noor Salman argumentaram que ela é uma mulher simples, de “baixo QI” e era dominada por um marido abusivo. Se fosse considerada culpada, ela poderia pegar prisão perpétua.

“Por quê Omar Mateen iria confiar em Noor, uma mulher que ele claramente não respeitava?”, perguntou a advogada Linda Moreno aos jurados em sua alegação final na quarta-feira, de acordo com o jornal “Orlando Sentinel”. “Ela não era sua parceira, não era sua confidente”.

Alvo era a Disney

Durante o julgamento foi revelado que Omar Mateen na verdade queria atacar a Disney – o principal parque temático de Orlando – escondendo a arma em um carrinho de bebê, mas desistiu ao perceber a grande presença policial no local. Decidiu então, ao acaso, atacar a boate Pulse.

A procuradora assistente Sara Sweeney afirmou que o alvo era a Disney e a esposa de Mateen sabia, mas não conseguiu convencer o júri.

O comissário do condado de Orange, Jerry Demings, disse que ele, os parentes e as vítimas do ataque estavam “decepcionados” com o veredicto.

A Promotoria afirmou que não era necessário comprovar que Salman era uma extremista islâmica, apenas que suas ações ajudaram Mateen a cometer uma atrocidade em nome do EI.

Durante o julgamento também foi informado que Seddique Mateen, pai do atirador, havia sido informante confidencial do FBI de janeiro de 2005 até o momento do ataque. A defesa de Salman tentou anular o julgamento por este motivo, mas o juiz Paul Byron rejeitou o pedido.

Relembre o caso

Omar Saddiqui Mateen abriu fogo contra os frequentadores da boate gay Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos, em junho de 2016. O ataque deixou 49 mortos, além do autor.

Mateen tinha 29 anos e era um cidadão norte-americano, filho de pais afegãos. Ele já havia sido investigado por citar possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho e chegou a ser interrogado pelo FBI em duas ocasiões.

Na época, o pai do atirador negou que o crime tivesse motivações religiosas e disse que o filho tinha comportamentos homofóbicos.

No ataque, antes de morrer por disparos da polícia, jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Fonte: G1

 

ComentáriosComentários