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Bruno se apresenta à polícia após decisão do STF mas volta para casa por ainda não ter um mandado de prisão expedido
27 de abril de 2017 às 06:18

O goleiro Bruno se apresentou à polícia no fim da tarde desta terça-feira (25) após a revogação da liminar o que mantinha solto desde o final de fevereiro. Ele se entregou pouco antes das 18h na Delegacia Regional de Varginha, no sul de Minas Gerais.

No entanto, como ainda não há mandado de prisão expedido, o goleiro retornou para casa. Ele assinou um termo se comprometendo a se entregar definitivamente quando existir o documento.

Nesta terça-feira (25), a Primeira Turma do Superior Tribunal Federal (STF) decidiu mandar o atleta de volta para a prisão por 3 votos a 1. O único a votar contra foi o ministro Marco Aurélio Mello, que havia concedido o Habeas Corpus para a liberação do goleiro. Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux foram a favor do retorno à cadeia. Eles votaram após um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em 2013, o Tribunal do Júri da Comarca de Contagem (MG) condenou Bruno pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho. O goleiro foi solto com a liminar de Marco Aurélio, após cumprir seis anos e sete meses de detenção em regime fechado.

“O próprio corpo de jurados assentou a crueldade do crime, a impossibilidade de defesa da vítima, a tortura, as mutilações e as degradações do corpo e o pior, da memória, já que o corpo não foi encontrado”, ressaltou Fux. “Estamos diante de um crime hediondo. Não se dá liberdade provisória a crime hediondo, são fatos gravíssimos. Casos como esse merecem um tratamento diferenciado”, concluiu Fux.

Logo após ser solto, Bruno assinou contrato com o Boa Esporte e disputou cinco jogos pelo clube mineiro que atua na segunda divisão do campeonato estadual e também na Série B do Brasileirão.

Band

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