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Após pressão de Camilo, Temer libera R$ 40 milhões para combate à seca
25 de novembro de 2016 às 13:22

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O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), anunciou ontem a liberação de R$ 40 milhões para obras de combate às consequências da seca no Ceará. O recurso é bem inferior ao pleiteado pelo governador Camilo Santana (PT), na última terça-feira, 22, quando havia solicitado o aporte de R$ 110 milhões para uma série de medidas de combate à estiagem. O presidente Michel Temer (PMDB) deverá vir ao Estado em 8 de dezembro para anunciar a ação.

O anúncio foi feito após reunião entre o ministro e os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB), ambos aliados do governo federal. “Por determinação do presidente Temer, estamos liberando mais R$ 40 milhões que serão distribuídos para o governo do Estado para diversas obras que possam captar água e garantir a distribuição, sobretudo na Região Metropolitana de Fortaleza”, disse o ministro em vídeo publicado nas redes sociais.

O secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, não comentou o valor repassado pela gestão Temer. A pasta vai aguardar o anúncio oficial para se pronunciar e anunciar o que será feito com o recurso. Aliado de Camilo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Moisés Braz (PT) afirmou que o dinheiro é bem-vindo, mas que é insuficiente.

“Eu acho que nós não podemos ficar satisfeitos quando o governador cobra um valor de R$ 110 milhões e vir apenas um terço. Não dá para amenizar a situação do Estado do Ceará”, disse o parlamentar.

Vice-líder do governo na Casa, o deputado estadual Leonardo Pinheiro (PSD) disse que a situação da seca no Estado é “profunda” e que o recurso não é suficiente. “Esse recurso é muito bem-vindo, mas infelizmente não tem como nem de longe resolver o problema hídrico no Estado”. Ele diz que as ações que podem ser feitas com o recurso são poços profundos e carros-pipa.

Crise hídrica

Anunciada por senadores de oposição ao governo do Estado, a liberação de recursos é novo episódio em meio a polêmicas entre Camilo Santana e o governo federal. Na última terça-feira, 22, o petista esteve em Brasília para apresentar ao ministro uma série de medidas emergenciais.

Antes disso, o governador já havia dito que um possível colapso d’água no Estado seria de responsabilidade da União, por conta da paralisação de obras de transposição do Rio São Francisco. Pensadas diante do atraso da ação, as medidas apresentadas a Temer somariam R$ 110 milhões em investimentos.

Procurado pelo O POVO, o secretário-adjunto de Recursos Hídricos do Ceará, Ramon Rodrigues, disse desconhecer qualquer liberação de recursos neste sentido. Ele destacou que, até o início da tarde de ontem, o governo não havia recebido qualquer retorno do Ministério da Integração Nacional sobre a demanda.

Entre medidas pedidas por Camilo, estão a instalação de oito adutoras de montagem rápida no Interior e a perfuração de poços de diversos tipos. Também foram solicitados 100 poços com painel solar, para localidades sem energia elétrica, e a instalação de 75 poços com dessalinizador, para locais com água salobra, bem como compra de quatro perfuratrizes para poços em áreas litorâneas.

O Povo

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