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Aviação movimenta R$ 10,2 bi no CE e gera 217 mil empregos
16 de novembro de 2016 às 12:47

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Além de ser responsável pela movimentação de R$ 10,2 bilhões em produção no Ceará no ano passado, o transporte aéreo contribuiu para economia estadual com a geração de capital e postos de trabalho. Conforme o estudo “Voar por mais Brasil”, publicado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), cerca de 217 mil empregos no Estado gerados pelo setor receberam quase R$ 2 bilhões em salários em 2015.

Mesmo ainda aguardando por intervenções e melhorias, o transporte de cargas e passageiros no Aeroporto Internacional de Fortaleza – Pinto Martins e no Aeroporto de Juazeiro do Norte – Orlando Bezerra de Menezes também geraram mais de R$ 849 milhões em impostos pagos ao poder público no ano passado, considerando efeitos diretos, indiretos, induzidos e também da cadeia de turismo.

Destino turístico

O levantamento destaca o Estado como um importante destino do turismo doméstico, com a captação de 5,6% do fluxo receptivo entre todos os modais de transporte. Os principais emissores de turistas ao Ceará são os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas cerca de 44% dos visitantes provêm de capitais que estão a uma distância de 500 quilômetros, em que o modal aéreo sofre maior concorrência com o terrestre.

Já em relação ao fluxo emissivo de turistas cearenses, embora seja, em média, de apenas 2% do total do País, proporcional à participação do Estado na economia brasileira, o embarque de passageiros domésticos no Ceará representou 3,3% do total nacional em 2015.

Ainda assim, a penetração do transporte aéreo doméstico no Estado é considerada baixa em comparação à média nacional.

No Ceará, uma passagem aérea foi emitida a cada três habitantes no ano passado, atingindo um índice de 0,36, resultado 23,4% menor que a média brasileira (0,47). No Nordeste, o Estado fica atrás de Pernambuco (0,39) e da Bahia (0,37).

Mercado

A penetração do transporte aéreo doméstico é mais elevada em estados como Distrito Federal (3,19), Rio de Janeiro (0,67), São Paulo (0,62), Mato Grosso (0,55) e Paraná (0,49).

Carga é mais expressiva

O estudo revelou ainda que o transporte de carga aérea doméstica no Estado é mais expressivo que o de passageiros, tendo representado, em 2015, 5,9% do total considerando o peso embarcado no Brasil, frente à fatia de 3,3% do mercado nacional de transporte de pessoas. Durante o ano, foram embarcados, em média, 789 kg por decolagem, mais que o dobro da média nacional (382 kg). Segundo o estudo, o aparente paradoxo entre a baixa participação da indústria cearense na economia brasileira e a alta participação no transporte de carga pode ser explicada por duas razões.

Fluxo econômico

A primeira é que o Estado é sede de importantes fábricas de setores da economia que são usuários do transporte aéreo, tais como manufaturados de tecidos e os artefatos de couro e calçados. Outro ponto leva em conta que, pela relevância do fluxo de passageiros de lazer, as tarifas aéreas são baixas quando consideradas as distâncias de voo.

Dessa forma, de acordo com o levantamento da Abear, predominam voos de baixa frequência com aviões de alta capacidade, com custo assento/quilômetro mais baixo, elevando, assim, a média do embarque de carga mais elevado.

Pauta de exportação

Os principais produtos de exportação do Ceará, no entanto, não são usualmente transportados por aviões por conta do baixo valor agregado. Dessa maneira, a participação do transporte aéreo nas exportações cearenses foi de apenas 4,1% em valor e 3,6% em peso das mercadorias movimentadas.

Nacional

No País, o setor foi responsável pela movimentação de um total de R$ 312 bilhões em 2015, o equivalente a 3,1% de toda a produção nacional, e 6,5 milhões de trabalhadores receberam de R$ 25,5 bilhões em salários. Conforme o levantamento, a participação é bem próxima da contribuição da atividade para a geração de riquezas no mundo, calculada em 3,5%, o que confirma a natureza global do setor da aviação. O estudo define os impactos de forma direta, indireta, induzida (efeito renda) e pelo efeito catalisador no setor de turismo. Enquanto o efeito direto corresponde ao choque inicial aplicado, o indireto inclui efeitos em cadeia de setores que fornecem insumos.

O efeito renda, por sua vez, decorre dos rendimentos do trabalho e consumo das famílias, e os catalisados, favorecidos pelo modal aéreo no setor de turismo e a ele relacionados.

Fonte: Diário do Nordeste

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