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Cogerh realiza encontro e alerta sobre situação crítica do Açude Manoel Balbino em Caririaçu
1 de setembro de 2016 às 16:30
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20160901062029_5453_capaDiante disso, as únicas retiradas de água do Açude Manoel Balbino, são para o abastecimento da Zona Urbana de Caririaçu e, logicamente, a evaporação que consome parte considerável do líquido é algo inevitável.

O período mais crítico na questão de recursos hídricos começa a se aproximar, período que compreende os meses de setembro a dezembro, o mais quente do ano e, por isso, o consumo de água têm os índices elevados consideravelmente.

Numa prestação de serviço à população, a Cogerh (Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos) se reuniu na manhã desta quarta-feira (31) na Secretaria Municipal de Saúde, para discutir a alocação das águas do Açude Manoel Balbino, único reservatório que atualmente abastece o município de Caririaçu. Esta reunião já acontece há alguns anos sempre no segundo semestre e discute com a população como deve ser utilizado os recursos hídricos e os possíveis usos para otimizá-lo.

O Açude São Domingos, que abastecia a cidade de Caririaçu até janeiro de 2013, encontra-se com o nível de água de 3,75% e atualmente não apresenta as mínimas condições de fornecer água para a população.

O reservatório que abastece a cidade atualmente é o Açude Manoel Balbino (Carneiros). A situação desse reservatório também é crítica, pois apresenta apenas 5,95 % de sua capacidade. As últimas medições foram realizadas no dia 30 passado. A média anual de chuvas em Caririaçu é 810mm, porém em 2016 as precipitações atingiram a marca de apenas 552mm, o que ocasionou recargas mínimas nos reservatórios.

Diante disso, as únicas retiradas de água do Açude Manoel Balbino, são para o abastecimento da Zona Urbana de Caririaçu e, logicamente, a evaporação que consome parte considerável do líquido é algo inevitável.

De acordo com os dados da Cogerh, o Açude apresenta um volume de aproximadamente 2.210.000m³ (dois milhões, duzentos e dez mil metros cúbicos) e com a captação de 30 litros por segundo para o abastecimento, a projeção é que em 1º de janeiro esse volume esteja em 3,8%. Isso sem contar as recargas que são feitas exclusivamente através das chuvas e podem elevar o nível do volume. Mesmo assim, a situação inspira cuidados devido as previsões nada animadoras dos invernos vindouros. O lamentável disso tudo é a ausência da população de se inteirar da situação e buscar alternativas viáveis para melhor o uso dos escassos recursos.

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