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Consumidores não confiam mais em grandes marcas na hora de comprar carne
30 de março de 2017 às 10:52

Após a operação Carne Fraca da Polícia Federal apontar diversas irregularidades nas carnes industrializadas dos principais frigoríficos do país, os consumidores estão receosos e perderam a confiança nas grandes marcas.

É o que mostra o resultado de uma enquete feita pelo Site Miséria, que avaliou a confiança dos leitores nos principais selos de produto bovino do país. A amostragem foi feita após a repercussão massiva da grande mídia sobre o assunto.

O Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo.  Em 2016, a produção total de carnes no país somou mais de 25 milhões de toneladas, sendo que 25% desse volume teve como destino as exportações.

Logo quando foi deflagrada a Carne Fraca, há cerca de 11 dias, o país sofreu uma queda brusca no número diário de exportação. Na ocasião, o Ministério do Desenvolvimento divulgou o valor de exportações diárias de US$ 73 mil, número comparável a zero, diante dos usuais US$ 63 milhões em carnes vendidas ao exterior por dia.

O governo apelou, durante uma reunião na Organização Mundial do Comércio, para que os países não adotassem “restrições arbitrárias” em relação à carne brasileira. Mesmo com o pedido, diversos países, como a China, diminuíram o consumo ou aumentaram a fiscalização das carnes brasileira. Outro grupo pediu explicações ao governo brasileiro.

A amostragem do Miséria indica, portanto, um comportamento natural dos consumidores finais de um produto essencial à cesta básica.

Entre os leitores que participaram da pesquisa, 65,3% alegaram que não confiam mais nas grandes marcas na hora de comprar carne. Deste grupo, 213 são homens e 105 são mulheres. Os que ainda acreditam na qualidade da carne industrializada representam 34,97% dos votos, sendo 143 homens e 28 mulheres.

Este cenário aponta uma realidade tão nova quanto incerta. Não se sabe até quando irá durar o comportamento dos consumidores que, como alternativa, podem passar a procurar consumir em frigoríficos de bairro, onde a fiscalização da qualidade dos produtos se torna mais fácil e segura.

Na sua opinião, qual a melhor maneira de lidar com o problema?

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Com Parceria Site Miséria.com.br

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