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Maioria dos leitores concordaria com intervenção militar no Ceará
27 de abril de 2018 às 12:02
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A maioria dos leitores do Miséria se posicionou à favor de uma intervenção das forças militares na Segurança Pública do Estado do Ceará. A pergunta foi feita através de uma enquete onde é possível um voto por cada IP, sistema de identificação individual do aparelho pelo qual o usuário acessa internet.

Responderem ser favoráveis à potencial intervenção 67,73% dos internautas, sendo 80,59% homens e 19,41 mulheres. Os que são contra a presença de formas armadas intervindo na segurança do estado representam 32,27% dos votos, com 71,60% declarando-se homens e 28,40% identificando-se como mulheres.

A possibilidade de intervenção militar no Ceará passou a ser ventilada, principalmente na imprensa, após o Exército Brasileiro intervir no Rio de Janeiro no dia 16 de fevereiro, as tropas permanecerão no estado carioca até dezembro, pelo menos.

No Ceará, os indicadores de violência, sobretudo na capital Fortaleza, evidenciam a força e a influência de facções criminosas nos respectivos combates por território do tráfico. Até a noite desta quinta, 26, 1663 pessoas haviam sido mortas no estado apenas em 2018.

A maior chacina da capital do estado deixou 14 mortos em uma festa no Bairro Cajazeiras, na madrugada do dia 27 de janeiro. No dia 10 de março, cerca de 20 tiros no bairro Benfica mataram sete pessoas  em poucos minutos na Praça da Gentilândia. O último caso de maior repercussão foi a a morte da estagiária de direito Cecília Raquel, baleada na cabeça durante um assalto, enquanto seguia para o trabalho no dia 12 de abril.

Uma possível mudança no atual cenário cearense, passaria, em tese, pela troca do atual Secretário de Segurança, André Costa. Em entrevista ao Miséria no último dia 15, no entanto, o governador Camilo Santana (PT) minimizou o fato da titularidade da pasta, afirmando, inclusive, que a presença de André na secretaria não configura empecilho para sua eventual reeleição.

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Felipe Azevedo/Agência Miséria

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