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Mulher mais idosa do Ceará é de Juazeiro do Norte e completa hoje 112 anos
5 de maio de 2017 às 10:30

A aposentada Julia Amélia da Conceição se tornou a mulher mais idosa do Ceará com as mortes de Maria Erundina da Conceição, a “Mãe Deru, aos 114 anos em maio de 2016 em Mauriti e de Jose Rodrigues Avelino, o ´Zé Preto´, no último dia 1º de dezembro – poucos dias antes de completar 112 anos – em Tauá. Nesta sexta-feira, Dona Julia completa 112 anos e reside na Rua do Limoeiro, 1544 no bairro das Casas Populares em Juazeiro do Norte.

Há um mês faleceu aos 98 anos, e no mesmo bairro, a última das suas nove irmãs já que os quatro irmãos tinham morrido. Ela vive deitada a maior parte do tempo e até diz que a saúde está boa. “Só em a gente estar viva”, acrescenta num tom definidor. Esta semana, ela ganhou de presente do INSS a obrigatoriedade de se deslocar até a agência na Rua Santa Luzia para a “Prova de Vida”. Seguiu com toda a dificuldade já que a funcionária do órgão sequer se dispôs a ir até o carro vê-la deitada.

O relato foi feito pela sua sobrinha e cuidadora, Irani Pereira da Silva, de 46 anos, observando serem poucas as pessoas em Juazeiro com idades superiores a 100 anos e um funcionário do INSS poderia ir até às residências desses beneficiários na hora da “Prova de Vida”, a fim de evitar tanto sacrifício. Dona Julia nasceu no dia 5 de maio de 1905 no município de Santana do Ipanema (AL) e praticamente já não enxerga nem escuta direito, além de reclamar dores nas pernas.

Por isso, não haverá comemoração pelos seus 112 anos. Apesar da longevidade, ainda detém certa lucidez quando costuma recordar com orgulho o fato de já ter se ajoelhado por algumas vezes diante do Padre Cícero para pedir a benção e poder tocar a batina do sacerdote. Há três anos pediu como presente de aniversário uma visita à estátua do “Padim” na Colina do Horto no que foi atendida e já não mais freqüenta a Igreja como costumava fazer aos domingos.

Dona Julia é mais uma alagoana que para aqui veio com seus pais, em fevereiro de 1925, movida pela fé no Padre Cícero. Tinha apenas 20 anos e Juazeiro se preparava para comemorar 14 anos de emancipação, enquanto Padre Cícero ainda viveria mais oito anos. Por diversas vezes, esteve na casa do sacerdote a qual era sempre repleta de fiéis. Ela mantém a simpatia que a fez conquistar muitos amigos e não dispensa uma boa prosa, um bom sono e um prato com frutas. Até bem pouco tempo gostava de saborear uma boa galinha caipira com pirão, mas isso é algo do passado.

Por Demontier Tenório
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