JPMotos
Promotores fecham cerco de “picaretas” acusados de extorquir empresas em licitações no Cariri
27 de março de 2019 às 17:35
47
Visualizações

O Ministério Público do Ceará (MPCE), vem recebendo constantes denúncias das Prefeituras e Câmaras Municipais no interior do estado, no tocante ao grande número de “empresas picaretas” durante as licitações.

Essas empresas, segundo os pregoeiros, estão presentes em todas as modalidades ofertadas nas licitações, mas, a maioria participa apenas para extorquir aquelas  que têm condições de ganhar a licitação e realizar os serviços. Geralmente essas empresas possuem apenas o CNPJ com dezenas de CNAE´s  (Classificação Nacional de Atividades Econômicas)  e chegam nas licitações com os envelopes lacrados, sempre a procura de “conversar”.

Nas licitações de publicidade, cujo qualificação nada tem a ver com merenda ou transporte escolar ou coisa parecida, as mesmas empresas também aparecem. Quando se trata de pregão, os representantes baixam o valor dos serviços ao máximo que, caso vençam, dificilmente poderiam ser executados.

Em recente licitação para o transporte escolar numa prefeitura da região do Cariri, 70 empresas estiveram presentes, 60 delas não teriam estrutura necessária, mas teriam exigido dinheiro para desistirem.

Caso ninguém aceite as exigências, eles ameaçam em denunciar e ou atrapalhar a licitação, apresentando recursos. Segundo os pregoeiros, as licitações no interior do Ceará estão “prostituídas”, diante da grande quantidade de “empresas picaretas”.

Em algumas cidades o Promotor de Justiça  vez por outra chega de surpresa nas licitações. Como sempre, se tem 20 empresas participando, pelo menos umas 15 somem imediatamente. Segundo o Promotor de Justiça Rangel Bento Araruna, atualmente na 2ª Promotoria de Justiça em Crato, quando era promotor em Caririaçu foi algumas vezes participar das licitações. Ao tomar conhecimento que o promotor estava na sala,  mais da metade dos participantes desapareciam misteriosamente.

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Felipe Azevedo/Agência Miséria

ComentáriosComentários