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Rachadura no Castanhão deve ser fechada até março após mais de um ano da identificação do problema
27 de janeiro de 2016 às 11:27

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Uma rachadura detectada em um dos pilares de concreto da barragem Castanhão, em agosto de 2014, deve ser fechada no fim de fevereiro ou no início de março. Mais de um ano depois da identificação do problema, o processo de licitação para contratação da empresa a realizar o serviço ainda não foi concluído. Apesar disso, o diretor geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Walter Gomes, garante que não há risco iminente.

A fissura encontrada no Castanhão tem aproximadamente 5 metros. Conforme Walter, um estudo sobre o problema foi realizado, afastando a possibilidade de riscos. O diretor geral afirma que a correção do problema é uma questão de proteção e para evitar infiltração.

“Estamos tranquilos com nossa responsabilidade. Em respeito à população, estamos fechando para evitar qualquer tipo de comentário. Não é nada assombroso”, disse Walter ao O POVO Online.

Como a licitação não foi concluída, ainda não há um valor fechado. Porém, o diretor Walter Gomes prevê uma verba em torno de R$ 150 mil. Atualmente, o Castanhão possui cerca de 705 milhões de m³. A capacidade total do manancial é de 6,7 bilhões m³.

Documentos

O POVO Online teve acesso a documentos relatoriais do Dnocs sobre o problema no Castanhão. Datado em 30 de setembro 2014 e assinado pelo coordenador geral do Complexo Castanhão, José Ulisses de Souza, o relatório diz que a rachadura foi encontrada em monitoramento no dia 20 de agosto.

Em 15 de outubro de 2014, o coordenador da Coordenadoria Estadual do Dnocs no Ceará, Daniel Lustosa, foi comunicado sobre os relatórios técnicos de 10 e 17 de setembro, após inspeções no açude. O documento solicitava medidas urgentes.

“Diante da importância do assunto em pauta e da necessidade urgente de decisões relativas à segurança da citada barragem, solicitamos urgência nas providências técnicas a serem tomadas por essa coordenadoria, no sentido de resguardar a integridade da barragem”, alertava o documento.

Em novembro de 2014, o coordenador estadual do Dnocs comunicou a Diretoria de Infra-Estrutura Hídrica para as providências cabíveis. Em dezembro do mesmo ano, o ministro de Estado da Integração Nacional, Francisco José Coelho, também foi comunicado pelo diretor geral do Dnocs, Walter Gomes.

Fonte: O Povo

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