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Trabalhadores indicam fim de contribuição aos sindicatos caso seja aprovada nova CLT
9 de maio de 2017 às 16:46

Uma pesquisa realizada pelo Site Miséria, aponta que, caso seja aprovada a reforma trabalhista proposta pelo governo, a maioria dos trabalhadores não pagarão contribuição sindical de forma espontânea.

O fim da obrigatoriedade da contribuição sindical é um dos pontos mais polêmicos da proposta que modifica a Consolidação das Leis de Trabalho, uma iniciativa que faz parte de uma pacote de mudanças e que atingem também a Previdência Social. Os novos textos configuram o carro-chefe do governo de Michel Temer, e foram o motivo principal das manifestações nos dias 28 de abril e 1 de maio.

Alguns pontos do documento atingem diretamente a relação do empregado e empregadores com com os sindicalistas. A proposta retira a obrigatoriedade de homologação do Termo de Rescisão de funcionários com mais de um ano de casa pelo sindicato, valerá apenas a assinatura entre as duas partes envolvidas. Versa também sobre a fim da contribuição sindical de empresários e funcionários, caso não achem necessário contribuir com o órgão.

Outra medida que seria desvinculada ao aceite sindical é a demissão em massa. Atualmente, as chamadas demissões coletivas, via de regra, precisam ser acordadas com os sindicatos (imposição que não ocorre quando a dispensa é individual). A “nova CLT” propõe que essa não seja mais uma ação que envolva sindicalistas.

Foi perguntado aos leitores do Site Miséria se, caso seja aprovada o fim da obrigatoriedade, eles continuariam pagando a contribuição sindical de forma espontânea. A maioria (81,48%), responderam que não, destes, 76,67% são homens e 23,33% são mulheres. Os que pretendem continuar contribuindo somam 18,52% dos leitores, sendo 74,67% homens e 25,33% mulheres.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Juazeiro do Norte, Marcelo Alves, é do interesse do atual governo que haja uma exposição negativa da grande mídia em relação à contribuição sindical”. Marcelo ressalta ainda que há a possibilidade de acabar com o imposto sindical, desde que os sindicatos sejam responsáveis apenas pelos trabalhadores associados.

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Com Parceria Site Miséria.com.br

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