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Uma pessoa morre a cada 32 horas nas rodovias cearenses
23 de julho de 2016 às 11:50

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O número de mortes resultantes de acidentes de trânsito nas estradas do Ceará é alarmante. Neste ano, entre janeiro e 20 de julho, 166 pessoas perderam a vida e outras 1.037 ficaram feridas nas rodovias estaduais. Isso representa, em média, um óbito a cada 32 horas e um acidente de cinco em cinco horas. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) e Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

Se comparado com igual período do ano passado, quando foi registrado um desastre de seis em seis horas e o espaço entre uma ocorrência fatal e outra de 25 em 25 horas, num total de 213 perdas, o cenário praticamente não mudou. Em matéria publicada no dia 25 de julho de 2011, o Diário do Nordeste</CF> já alertava para esse panorama “assustador” pelos especialistas em trânsito. Na reportagem, o jornal informava que ocorriam duas mortes diárias nas estradas. “Houve uma redução sim, sem dúvida, mas as estatísticas comprovam que a realidade ainda é inquietante e impressiona”, avalia o superintendente adjunto do Detran, Daniel Barreto.

Ainda de acordo com as estatísticas do órgão, 57% das mortes envolveram motos. No geral, dos 166 óbitos, 94 foram de motociclistas. Em 2015, o percentual foi de 52,1% – 111 em 213 acidentes fatais. Em relação aos desastres sem mortes, houve um aumento de 14%: registro de 493 casos, entre janeiro de 2015 a 20 de julho de 2015 e de 563, em igual período deste ano. “O Detran aposta na formação de pilotos, com a distribuição de capacetes, mas a situação é complicada”, frisa o gestor.

Ultrapassagens

Barreto ressalta que do total de acidentes, 80% são causados pela imprudência do motorista. As ultrapassagens indevidas e excesso de velocidade lideram as ações de desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “O pior é que quanto mais o governo estadual investe na melhoria das CEs e o Detran na sinalização, mais o condutor aumenta velocidade e comete barbeiragem, e sem explicação”, critica e explica que a ultrapassagem só é permitida em locais de boa visibilidade que não tenham sinalização a proibir a manobra. No entanto, diz, as pessoas são negligentes com a própria vida.

Ele aponta que as pessoas costumam transferir muitos de seus comportamentos para o trânsito. Barreto lembra que o carro não é uma extensão do corpo e o motorista deve seguir as regras e respeitar o próximo, demonstrando gentileza e educação. “Não se deve dirigir com problemas de saúde, estado emocional abalado, fadiga ou sono, nem sob o efeito de álcool ou outras drogas”, orienta.

Cinto

O psicólogo, especialista em Psicologia de trânsito, José Wagner Paiva Queiroz Lima, destaca a importância de usar o cinto, reduzir a velocidade em 30% sob chuva ou neblina, cuidar da manutenção e manter uma distância segura do veículo da frente – pelo menos três segundos, tomando-se um ponto de referência na estrada, mas esse tempo pode variar conforme as condições da via, dos pneus e do tempo. “Isso representa segurança, o que nunca é demais em qualquer situação, especialmente, nas estradas”, conclui.

Fonte: Diário do Nordeste

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