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Dólar cai pelo 3º dia, a R$ 3,20; Bolsa sobe, apesar do recuo do petróleo
30 de junho de 2016 às 15:37

20160630131454_5572_capaO otimismo global com se mantém pelo terceiro pregão consecutivo, com as apostas de que os bancos centrais adotarão medidas para minimizar os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia, chamada de “Brexit”. O dólar recua em quase todo o mundo, e as Bolsas sobem. O petróleo, porém, opera em queda.

A moeda americana cai mais de 1% ante o real, para a casa dos R$ 3,20, renovando a cotação mínima em pouco mais de 11 meses. O Ibovespa iniciou a sessão em queda, pressionado pelas ações da Petrobras, que recuam seguindo o movimento do petróleo no mercado internacional. Há pouco, o índice virou e passou a operar em alta.

O dólar à vista caía 1,51%, a R$ 3,2019, enquanto o dólar comercial perdia 1,11%, a R$ 3,2020. Além do cenário externo, contribui para a valorização do real a perspectiva de que o Banco Central não atuará no câmbio. A leitura do mercado é de que o BC deixará o dólar cair livremente para combater a inflação.

O operadores comentam que a formação da taxa Ptax do último dia do mês, que serve de referência a vários contratos cambiais e é calculada pelo Banco Central, influencia os negócios nesta sessão.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 avançava de 13,885% para 13,920%, ainda reagindo às expectativas de manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano no curto prazo. O contrato de DI para janeiro de 2021, porém, caía de 12,210% para 12,120%, embutindo as projeções de recuo da inflação no longo prazo.

Os investidores aguardam para esta quinta-feira uma decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) sobre uma eventual redução da meta de inflação de 2018 para 4% ou 4,25%, ante a meta atual de 4,5%. ” A meta de inflação para 2018 pode ser reduzida em relação a 2017, o que poderá trazer nova rodada de aposta em manutenção de juros elevados por mais tempo”, comenta a equipe de análise da Lerosa Investimentos, em relatório.

O CDS (credit default swap), espécie de seguro contra calote e indicador de percepção de risco, recuava há pouco 0,62%, aos 318,144 pontos.

BOLSA

O Ibovespa subia há pouco 0,34%, aos 51.173,48 pontos. As ações da Petrobras perdiam 1,15%, a R$ 9,39 (PN), e 1,21%, a R$ 11,43 (ON), pressionados pelo recuo do petróleo no mercado internacional.

As ações da Vale avançavam 0,85%, a R$ 12,98 (PN) e 2,03%, a R$ 16,03 (ON), beneficiadas pelo avanço do minério de ferro na China.

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhava 1,58%; Bradesco PN, +0,91%; Banco do Brasil ON, +1,09%; Santander unit, +0,22%; e BM&FBovespa ON, +2,84%.

EXTERIOR

Após uma abertura fraca, as Bolsas na Europa e em Nova York ganharam impulso após o presidente do BoE (Banco da Inglaterra), Mark Carney, ter dito que o banco central provavelmente teria de promover mais estímulos à economia britânica durante o verão, após o “Brexit”.

Na Europa, a Bolsa de Londres ganhava 1,96%; Paris, +1,18%; Frankfurt, +0,85%; Madri, +0,91%; e Milão, +1,86%.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subia 0,68%; o S&P 500, +0,69%; e o Nasdaq, +0,72%.

Na Ásia, as principais Bolsas fecharam com pouca variação, em um movimento de realização de lucros. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,08%; o índice de Xangai perdeu 0,07%. A Bolsa de Tóquio avançou 0,06%.

Após duas sessões de fortes altas, o petróleo Brent, negociado em Londres, perdia 1,58%, a US$ 49,81 o barril; o petróleo tipo WTI, negociado em Nova York, caía 2,00%, a US$ 48,88 o barril.

Fonte: Folha de S. Paulo

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