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Advogado de “Pedão” nega que ele tenha matado Milionário da Mega Sena em Campos Sales
2 de maio de 2019 às 15:34
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Nota de defesa

A propósito de matéria divulgada terça-feira (30) pelo Site Miséria sobre a prisão de Antônio Pedro dos Santos, de 29 anos, o “Pedão” por policiais civis da Delegacia de Campos Sales cumprindo mandado judicial, o seu advogado enviou nota à redação deste portal de notícias. De acordo com a matéria, ele é suspeito do assassinato de Miguel Ferreira de Oliveira, de 50 anos, o “Milionário da Mega Sena”, morto a tiros quando participava de uma seresta no centro da cidade no dia 4 de fevereiro do ano passado. Após ser submetido a exame cautelar na Pefoce do Cariri, o mesmo segue recolhido à cadeia pública de Juazeiro aqui estando à disposição da justiça.

Eis, na íntegra, a nota que foi enviada à redação do Site Miséria pelo advogado Robson de Andrade Miranda:

“NOTA OFICIAL DA DEFESA TÉCNICA DE ANTÔNIO PEDRO DOS SANTOS, PRESO TEMPORARIAMENTE, ACUSADO DE SER O EXECUTOR DO ASSASSINATO DE MIGUEL OLIVEIRA( “MILIONÁRIO DA MEGA-SENA”).

     Robson de Andrade Miranda, advogado constituído pelo Sr. Antônio Pedro dos Santos, INVESTIGADO pela morte do Sr. Miguel Oliveira (“milionário da mega-sena”), em Campos Sales-CE, diz que a acusação contra seu cliente não passa de ilação infundada.
“O Sr. Antônio Pedro é cidadão de bem, pai de família, trabalhador, com excelentes antecedentes criminais, jamais foi preso ou processado, está sendo investigado e, infundadamente, “acusado” por um crime que não cometeu nem teve qualquer participação.

Pedro Santos está sendo investigado pelo simples fato de ser compadre e amigo íntimo do advogado Francisco Costa Torres Junior, também suspeito e investigado, como outras pessoas também o são e foram investigadas, e, pelo fato de trabalhar com o advogado há mais de 13 anos em sua chácara e eu sua residência.

O único motivo de se encontrar com prisão temporária determinada pela Justiça de Campos Sales-CE, é o fato de ter se ausentado da cidade de Campos Sales-CE, para ir ao estado do Maranhão cuidar de seu Pai que se encontrava enfermo, dias após morte de Miguel Oliveira. Na ocasião foi procurado para prestar depoimento e não sendo encontrado pela polícia foi pedida sua prisão como se estivesse fugindo, com se fosse foragido por causa do crime.

O Sr. Pedro Santos ao tomar conhecimento que havia contra si o mandado de prisão não se apresentou porque não sabia do que se tratava (trata-se de cidadão sem estudos), mas contratou advogado para que esclarecesse os fatos e após se apresentaria, fato que não foi possível porque a Justiça decretou segredo de justiça sobre as investigações.
Então, após um ano de luta com a Justiça para que conhecesse o teor, o fundamento do pedido de prisão contra sua pessoa, sem que a Justiça concedesse vistas de parte dos autos do inquérito policial ao advogado, resolveu retornar para a casa de seus familiares, esposa, filho e Mãe, até porque não havia praticado nenhum ato ilícito, onde foi localizado e preso.

Não se apresentou antes à Justiça também pelo fato da insegurança em relação à sua pessoa, gerada com a ampla divulgação que deram aos fatos, sem comprovação alguma de que tenha cometido crime algum”.

Até o momento desconhecemos o fundamento pelo qual o Sr. Pedro Santos se encontra preso: não há flagrante, não há filmagem, não há mensagem telemática, não há gravação telefônica, não há testemunha que o reconheça nem mesmo próximo ao local do crime, não há exame pericial, não há confissão, nada que o vincule ao crime (a não ser ilação infundada), porque até o momento a Polícia Civil e o Ministério Público não apresentaram nada de concreto que fundamente o mandado de prisão contra o investigado a não ser a sua proximidade com outro investigado e o fato de ter se ausentado da cidade para tratar o Pai acidentado, no es tado do Maranhão, dias após o crime.

Há comentários de rua de que o atirador possuía características físicas com o Sr. Pedro Santos, como com vários outros investigados, mas esse fato genérico e comum a muitos casos investigados pela Polícia não justifica, por si só, uma mandado de prisão, nem a destruição na mídia da honra e dignidade de um cidadão honesto e trabalhador como meu cliente Pedro Santos.

Se há alguma comprovação contra meu cliente que as autoridades apresentem para evitar injustiça, execração pública, destruição de um cidadão inocente como muitos outros casos em nosso País”. Na verdade, meu cliente, Pedro Santos, não praticou de crime algum, nem teve nenhuma participação no crime investigado, tanto que em sua pouca leitura ele diz: “que nem sabia desse crime nem dessa ordem de prisão contra mim, tô é com medo de morrer sem dever nada”.

Por Demontier Tenório
Com Parceria Site Miséria.com.br

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