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Após um mês do buscas, corpos de irmãos sequestrados e torturados são encontrados em Ocara
15 de outubro de 2018 às 11:43
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Irmãos Ocara

Esta imagem foi postada nas redes sociais pelos próprios assassinos e motram os irmãos já amarrados e com  sinais de espancamento e tortura após terem sido sequestrados na cidade de Ocara

Após um mês de buscas policiais e de pedidos de justiça por parte da família, os corpos de dois irmãos que haviam sido seqüestrados foram localizados no fim de semana. O caso ocorreu no Município de Ocara (a 101Km de Fortaleza). Os dois jovens foram executados a tiros e os corpos ocultados numa área de serra e de difícil acesso na zona rural, o que dificultou o trabalho das autoridades e dos voluntários que faziam buscas.

O seqüestro dos irmãos Antônio Felipe e Aldecir da Silva Rodrigues, de 22 e 20 anos, respectivamente, foram deixados pelos assassinos na localidade de Serragem. Foram encontrados na manhã deste domingo (14), por moradores da região. Já estavam em adiantado estado de decomposição e início do processo de esqueletização, segundo apontaram os peritos.

Na manhã do dia 15 de setembro, os dois rapazes saíram de casa, na cidade de Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com o intuito de irem visitar os avós, residentes em Ocara. Ao chegar naquela cidade, se dirigiram à casa de uma tia, quando foram surpreendidos pelos assassinos. Junto com um vizinho, foram levados por um grupo de sete homens fortemente armados.

Amarrados e torturados

O vizinho conseguiu fugir dos assassinos, mesmo estando baleado. Já os dois irmãos não tiveram a mesma sorte e desapareceram. No dia seguinte, os criminosos postaram uma imagem nas redes sociais dos dois rapazes, amarrados com cordas no pescoço e ferimentos compatíveis com marcas de torturas.

Desde então, a família já admitia que os dois irmãos haviam sido mortos, mas clamava para que, ao menos, os corpos fossem deixados em algum lugar poderiam ser localizados. Segundo pai dos jovens, eles não eram envolvidos em crime e trabalhavam côo costureiros de uma fábrica de calçados, mas tinham sido demitidos e procuravam um novo trabalho.

A agonia da família de Felipe e de Aldecir durou um mês. Até agora, nenhum suspeito do crime foi identificado e preso.

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