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Aprovados no concurso para delegado da Polícia Civil se reúnem com secretário da Fazenda
1 de setembro de 2017 às 06:27

Candidatos foram recebidos pelo secretário Mauro Filho e expuseram a necessidade da convocação

O secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, recebeu, ontem (30), em seu gabinete, uma comissão de representantes dos candidatos aprovados no concurso de 2014 realizado pelo Governo do Ceará para o cargo de delegado de Polícia Civil.  Eles fazem parte de um Cadastro de Reserva que hoje reúne 326 bacharéis em Direito que aguardam convocação para ingressarem na Polícia Judiciária.

O objetivo do encontro foi sensibilizar o Governo do Estado a convocar os aprovados diante do grave quadro de falta de efetivo nas delegacias da Polícia Civil. Apenas uma turma foi convocada até o momento e o concurso perde a validade em agosto de 2018.

A falta de profissionais para comandar as delegacias tem causado efeitos danosos para a Segurança Pública do Ceará, principalmente em relação  a investigação de crimes contra a vida e o patrimônio. O estado hoje amarga uma onda crescente de assassinatos e sua imagem volta a ser destaque na Imprensa nacional como um dos mais violentos do País.

Em reportagem especial divulgada nesta quarta-feira (30), a Rede Globo apontou que o Ceará é o segundo do País em número de criminosos pertencentes a uma das principais facções criminosas que atuam no Brasil: o PCC.  A “guerra” entre essas facções tem deixando um rastro de sangue nas ruas. Em seis meses, foram registrados 2.224 assassinatos no estado e a falta de efetivo leva a Polícia Civil a ser seletiva nas investigações.

Vagas e inquéritos

Na reunião, os representantes dos aprovados relataram para o secretário a necessidade imperativa da convocação, já que, atualmente, há 337 cargos de delegados vagos na estrutura organizacional da instituição e destes, 100 são para delegados de 1ª Classe, isto é, para quem está iniciando a carreira.

Nas delegacias de Polícia da Capital e Região Metropolitana essa carência de pessoal se reflete numa imensa quantidade de inquéritos parados, sem investigação. Por conta disso, recentemente, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, baixou uma portaria transferido para as Delegacias Distritais e Metropolitanas  cerca de seis mil inquéritos que estavam empilhados e parados na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e que tratam de crimes de morte.

No Interior do estado a situação é ainda mais grave. São 84 municípios onde não há delegacias em funcionamento, apenas unidades policiais que não instauram inquéritos pela falta de delegados. Nestas unidades são registradas apenas Boletins de Ocorrência (B.O.).

Um estudo que foi elaborado pela Cúpula da Polícia Civil e encaminhado ao governador, aponta a necessidade urgente da contratação de novos delegados, escrivães e inspetores para a implantação do projeto de abertura de novas delegacias 24 horas na Capital, Interior e Região Metropolitana de Fortaleza.  Sem o novo efetivo, e com a aposentadoria de mais de 60 delegados, prevista para os próximos meses, a situação nas DPs tende a piorar.

Com Informação Fernando Ribeiro

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