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Carnaval 2019 no Cariri com quatro homicídios, três mortes no trânsito e afogamento
6 de março de 2019 às 15:45
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Se o final de semana anterior teve o registro de oito mortes violentas, em todo o feriadão do Carnaval foram 11 e totalizando 133 mortes nesse período nos últimos dez anos com uma média de 13,3 a cada ano no Cariri. O Carnaval de 2018 teve duas mortes em acidentes, dois homicídios, um suicídio e um afogamento com três corpos de Lavras da Mangabeira, dois de Mauriti e um de Missão Velha. Naquele ano, uma morte foi no sábado, duas no domingo e outras três na segunda de carnaval.

Já este ano foram quatro homicídios, três mortes em conseqüência de acidentes de trânsito, uma por ataque de abelhas, uma vítima de queda, um caso de afogamento e outro de suicídio. Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, foram três corpos de Juazeiro, dois de Aurora, outros dois de Mauriti e os demais de Jardim, Santana do Cariri, Abaiara e Crato. Uma morte aconteceu no sábado, quatro no domingo, três na segunda-feira, duas na terça-feira de Carnaval e uma na madrugada desta quarta.

Por volta das 12h30min de sábado, no Sítio Beija Flor na zona rural de Mauriti, o aposentado Pedro Rodrigues dos Santos, de 81 anos, que ali residia, saiu de casa para colher mel na localidade e morreu ao ser atacado por abelhas italianas. Ele estava com o filho Erivan Rodrigues dos Santos, de 39 anos, o qual terminou socorrido em estado grave ao Hospital de Bonito de Santa Fé (PB), cujo município se limita com o Ceará. Inclusive, foi a PM paraibana que comunicou o fato ao destacamento de Mauriti.

No início da madrugada de domingo, na Rua Maria Hatsel perto do viaduto no Bairro Antonio Vieira em Juazeiro, foram mortos a tiros por um homem que fugiu à pé Edinaldo Andrade Pereira, de 35, na porta de sua casa, e Cícero Araújo dos Santos, de 50 anos, que residia na Rua Samuel Barbosa naquele bairro. Edinaldo era testemunha de um porte ilegal de arma de fogo, enquanto Cícero figurava em processo como testemunha de uma tentativa de homicídio em junho de 2016 no Juazeiro.

Já às 10h30min populares encontraram o corpo do agricultor Francisco José Pereira, de 55 anos, que residia no Sítio Grossos na zona rural de Aurora. O mesmo estava às margens do açude da localidade e, segundo familiares, era um paciente epiléptico. Supostamente, sofreu um ataque e caiu batendo com a cabeça no solo vindo a morrer no local talvez em decorrência de traumatismo craniano ou mal súbito.

Às 23 horas ainda de domingo, num terreno baldio perto da estrada de acesso ao Sítio Serra do Gravatá em Jardim, foi encontrado o corpo do doente mental Erinaldo Alves dos Santos, de 30 anos, que residia no Sítio Serra do Taquari naquele município. O mesmo apresentava várias perfurações à faca e a polícia não conseguiu informações sobre a autoria delitiva. Citando Erinaldo consta procedimento na Comarca de Jardim pedindo sua interdição a qual foi concedida de forma provisória.

Por volta das cinco horas da madrugada desta segunda-feira a polícia de Aurora foi avisada sobre o achado do cadáver do aposentado Antonio Fernandes Alcântara, de 68 anos, que residia no Sítio Santo Antonio naquele município. O mesmo estava nas águas de uma passagem molhada no Sítio Barro Vermelho e, segundo familiares, não sabia nadar. Ele tinha ingerido bebidas alcoólicas e, supostamente, foi atravessar o local a caminho de casa achando que daria quando terminou morrendo afogado.

Cerca de oito horas depois morreu num dos leitos do Hospital Regional do Cariri em Juazeiro o jovem José Vando Everton Moreira de Lima, de 26 anos, que residia no Sítio Latão em Santana do Cariri. Ele pilotava sua moto pela estrada do Sítio Boa Vista naquele município às 19 horas de domingo quando caiu do veículo, sendo socorrido ao hospital local e, depois, transferido ao HRC onde morreu quase 20 horas após. Por autorização da família, as córneas de Vando foram captadas.

Já às 21 horas, ainda na segunda-feira de carnaval, morreu no Hospital Geral de Brejo Santo o agricultor José Jacinto do Nascimento, de 39 anos, que residia no Sítio Campestre na zona rural de Abaiara. No dia 20 de abril de 2018 ele se envolveu num acidente com moto na Vila São José daquele município e faleceu quase um ano depois após pioras e melhoras, idas e vindas ao hospital.

Às 18 horas desta terça-feira morreu no HRC o vigilante Paulo Roberto Carlos Ramalho, de 34 anos, que residia na Rua São Francisco (Bairro Pinto Madeira) em Crato. Na última quinta-feira (28) ele matou a tiros sua ex-companheira Geane Tavares de Sousa, de 29 anos, que residia na Rua Sagrada Família no centro de Crato, e atirou na sua própria boca. Paulo tentava reatar o relacionamento contra a vontade da jovem que foi morta perto da Prefeitura de Crato ao sair da farmácia onde estagiava.

Pouco mais de cinco horas depois, ainda na terça-feira morreu num dos leitos do HRC em Juazeiro o agricultor Cícero Edson Soares, de 38 anos, que residia em Mauriti. Ontem, ele pilotava uma motocicleta quando perdeu o equilíbrio do veículo e caiu ao trafegar por uma das estradas que liga o centro da cidade à zona rural. O mesmo terminou socorrido ao hospital juazeirense, mas faleceu pouco tempo após dar entrada.

Por volta das três horas desta Quarta-feira Arturzinho Alves de Medeiros foi morto a tiros na Rua Luiz de Freitas Roque (Frei Damião) em Juazeiro num caso, até agora, envolto em mistério. A perícia criminal esteve no local e o corpo terminou recolhido à Pefoce do Cariri, a fim de ser necropsiado. Familiares de Arturzinho ainda não apareceram no órgão em busca do corpo. Sabe-se apenas que o mesmo era natural de Belém do Brejo do Cruz (PB) a uma distância de 320 Km em relação a Juazeiro.

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Demontier Tenório

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