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Ceará tem 48 mortes em sete chacinas em 2018
17 de julho de 2018 às 08:23
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Nos primeiros setes meses do ano, o Ceará acumula sete chacinas, e 2.380 mortes violentas no primeiro semestre de 2018, número 3,5% a mais que no mesmo período do ano passado. Foram 48 mortes ocorridas nas chacinas realizadas em circunstâncias diversas.

Em uma delas, a maior chacina do Ceará, 14 pessoas foram mortas. Um bando armado invadiu o clube “Forró do Gago”, onde supostamente estavam presentes membros de uma facção rival, e atirou contra várias pessoas.

O número de mortos já supera o total de vítimas em chacinas ocorridas no Ceará em 2017; foram oito casos de matança e 46 mortes nos 12 meses do ano passado.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança do Ceará às 14h33 desta segunda-feira (16) solicitando informações sobre as medidas tomadas pela polícia para prevenir casos como estes. No entanto, até a publicação desta matéria, não obtivemos resposta.

Ataques

No início do ano, em 7 de janeiro, quatro pessoas foram assassinadas enquanto dormiam, em Maranguape.

No dia 27 do mesmo mês, criminosos invadiram a casa de show Forró do Gago, no Bairro Cajazeiras, e mataram 14 pessoas a tiros. A maior chacina já registrada no Ceará foi motivada por brigas entre facções rivais. O caso teve repercussão internacional.

Dois dias depois, em 29 de janeiro, um conflito dentro da cadeia pública de Itapajé, a 125 km de Fortaleza, deixou 10 internos mortos.

Em março, sete pessoas foram assassinadas em ataques simultâneos no Bairro Benfica. Um deles ocorreu na Praça da Gentilândia, local que costuma ser frequentado por universitários, e estava lotado no momento do ataque.

Nos dois últimos meses ocorreram chacinas nos municípios de Quixeramobim, Palmácia e Quiterianópolis.

Em Quixeramobim, quatro pessoas morreram após homens encapuzados chegarem atirando em uma comunidade. Segundo a polícia, o crime pode estar relacionado com o envolvimento com tráfico de drogas.

Em Palmácia, no último dia 13 de julho, cinco pessoas foram encontradas mortas em um matagal, com as mãos atadas nas costas e marcas de tiro na cabeça.

Um dia depois, quatro pessoas da mesma família – mãe, dois irmãos gêmeos e um tio dos jovens – foram mortas em um sítio da zona rural de Quiterianópolis.

Fonte: G1 CE

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