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Chacina em Quixeramobim teve como motivação a “guerra” de facções que devasta o Ceará
30 de junho de 2018 às 06:02
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Quixeramobim 1 Quixeramobim 2

Duas das quatro pessoas mortas na chacina em Quixeramobim:  Francisco Neto e Damila

Equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e do Comando Tático Rural (Cotar), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), além de um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), já estão na cidade de Quixeramobim, no Sertão Central (a 201Km de Fortaleza). O reforço chegou àquela cidade ainda na madrugada de hoje (29) após uma chacina que deixou quatro pessoas mortas e outra ferida.

O reforço de efetivos e meios foi deslocado para Quixeramobim por determinação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ainda na noite passada após a informação da matança ter sido confirmada pelo Comando do Policiamento do Interior Sul (CPI-Sul), através do 10º Batalhão Policial Militar (10º BPM), sediado em Quixadá.

A matança ocorreu na noite desta quinta-feira (28), por volta de 20 horas, dentro de um barraco em um terreno invadido por membros do Movimento dos Sem-Terra (MST), na periferia da cidade. O local que serviu de palco para a matança fica na Rua Francisco Ulisses Bezerra, no bairro Conjunto Esperança. Ali está instalado o Assentamento Santa Teresa.

Bala

Segundo testemunhas, um grupo de homens chegou ao local em motocicletas e automóveis e invadiu o barraco, matando três mulheres e um homem. As três jovens caíram mortas no banheiro. Já o rapaz foi executado na entrada do barraco. Todos foram eliminados sem chance alguma de defesa. Até o fim da noite não havia sido confirmada a identificação das vítimas. Após uma perícia no local, os corpos foram levados para o Núcleo da Pefoce da cidade.

As autoridades não descartaram a hipótese de que a chacina foi praticada por conta da rivalidade entre facções criminosas. O grupo assassinado seria integrante do Comando Vermelho (CV). Na parede do barraco havia uma sigla da facção.

Identificação

A Polícia identificou extra-oficialmente as quatro pessoas mortas na chacina: Francisco Neto, 22 anos; Antônia Damila, 25; Débora Maia, 17 anos, e uma jovem identificada somente por Keyla. Os quatro corpos permanecem na Sala de Necropsia da Pefoce de Quixeramobim aguardando o reconhecimento formal pelos familiares para que seja feita a liberação para sepultamento.

Com Informação Fernando Ribeiro

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