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Chefe de facção em Fortaleza vai a julgamento por chacina e morte de mulher alvo de ‘bala perdida’
5 de junho de 2020 às 05:05
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A Justiça Estadual do Ceará decidiu levar Antônio Edinaldo Cardoso de Sousa a julgamento em dois crimes de homicídio: uma chacina com quatro vítimas e a morte de uma mulher por “bala perdida”. Os dois casos aconteceram no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza, em 2017.

Antônio Edinaldo é acusado de liderar uma facção criminosa na região do Grande Bom Jardim e de ter ordenado os assassinatos de dentro da prisão. Ele responde a pelo menos sete homicídios na Justiça Estadual. E ainda é apontado como um dos mandantes aos ataques a bens públicos e privados no Ceará, em janeiro de 2019, motivo pelo qual ele foi transferido para um presídio federal de segurança máxima naquele mês.

A defesa de Edinaldo não atendeu aos telefonemas. Nos dois processos, o advogado nega a participação do cliente nos crimes, reforça que ele estava preso e ainda rebate a acusação de que o mesmo lidera uma facção.

A 1ª Vara do Júri de Fortaleza decidiu levar o detento a julgamento pela chacina no último dia 15 de maio. Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Edinaldo deu aval para uma emboscada que terminou na morte de Adriano dos Santos Moreira, Francisco Josué Araújo da Silva, Luís Carlos de Oliveira e Rafael Bezerra de Oliveira, na Rua Aguapé Verde, no dia 8 de outubro de 2017.

Os quatro homens também eram integrantes da mesma facção que o réu, mas estariam envolvidos em uma briga interna e teriam matado outro membro do grupo. Naquele dia, eles foram chamados para um encontro para selar a paz, mas terminaram assassinados a tiros.

Em janeiro de 2019, o juiz já tinha decidido levar a julgamento os outros sete acusados pela chacina. Mas Edinaldo aguardava a análise de um recurso que estava no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Nenhum dos oito réus foi julgado pelo crime até o momento.

‘Bala perdida’

Antônio Edinaldo também irá a julgamento pela morte de Luziane Ferreira da Silva, por duas tentativas de homicídio e por organização criminosa, junto dos comparsas Alfelison do Nascimento Freitas e Renan Pereira da Silva, por decisão da 3ª Vara do Júri de Fortaleza, no dia 22 de abril deste ano.

A defesa de Renan também afirma que o cliente estava preso no dia do crime e que a denúncia do Ministério Público do Ceará não tem “qualquer comprovação”. Já a defesa de Alfelison não se manifestou e também não foi encontrada.

Para o MPCE, Edinaldo e Renan, mesmo presos, ordenaram a morte de dois integrantes de uma facção rival. No dia 17 de maio de 2017, um grupo formado por Alfelison e criminosos não identificados chegou em um bar, na Rua Maria Marques, atirando em várias direções. Os dois alvos do atentado foram atingidos, mas resistiram aos ferimentos e fugiram.

Luziane da Silva, que, segundo as investigações, estava “pregando a palavra de Deus” no local, foi atingida por uma “bala perdida” e morreu. Outra mulher que estava no local também foi baleada, mas foi socorrida a tempo.

G1 Ceará
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