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Delegado da Polícia Civil é morto em assalto na Capital
16 de novembro de 2016 às 10:56

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O delegado da Polícia Civil Audizio Ferreira Santiago, 54, plantonista da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), foi morto por um bandido, na manhã de ontem, em um assalto no bairro Maraponga, em Fortaleza. Este não foi o único caso com policial assassinado no dia de ontem. O sargento da Polícia Militar George de Sousa e Silva, 40, foi baleado em um atentado e morreu no hospital, no município de Sobral (ver matéria coordenada).

Com as duas mortes, o número de agentes de segurança mortos no Ceará em 2016 aumentou para 26, que é superior às 15 ocorrências registradas em todo o ano passado. Na maioria dos casos deste ano, como aconteceu com Audizio, os agentes estavam de folga e à paisana.

Aldizio Santiago voltava a pé da missa que havia assistido na Paróquia Santo Antônio de Pádua, com o filho e a nora, por volta de 10h30, quando foi abordado por um casal em uma motocicleta, na Rua Noruega, a poucos metros de distância de casa.

O delegado e o filho reagiram ao assalto e travaram uma briga corporal com os bandidos. Na confusão, Audizio, que não estava armado, foi baleado por um tiro fatal no olho esquerdo, disparado pelo assaltante.

Os criminosos recolheram os pertences da vítima, abandonaram a motocicleta de placas HWZ-6030, utilizada para o assalto, no local do crime, e fugiram a pé, em seguida. Ao dobrar na Rua Lourenço Pessoa, a dupla roubou uma segunda motocicleta, que depois foi encontrada pela Polícia nas proximidades da comunidade conhecida como ´Babilônia´, no bairro Barroso, a cerca de 10 km de distância do local do latrocínio.

Um vizinho de Audizio presenciou os últimos minutos de vida do delegado. “Quase que eu presencio o crime, só não vi o bandido atirar. Mas descer correndo, eu vi. Quando eu vi, ele (Audizio) ainda estava vivo, respirando. Caso de cinco ou sete minutos, ele morreu. A família e a população tentaram acionar o socorro, mas quando chegou ele já estava morto, infelizmente”, relatou o vizinho.

A Polícia Civil, através da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), compareceu ao local para iniciar a investigação do latrocínio e solicitou imagens das câmeras de monitoramento das residências e dos estabelecimentos comerciais da região. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) auxiliou no levantamento de informações e recolheu o corpo.

A Polícia Militar também esteve no local e realizou diligências nas proximidades, em busca dos criminosos, que não foram localizados até o fechamento desta edição. Equipes da Polícia Civil seguem em diligências para capturar os acusados.

Os nomes de suspeitos foram divulgados, mas a DHPP não confirmou as identidades para não atrapalhar as investigações.

Família

O irmão da vítima, Amâncio Ferreira Santiago, contou à reportagem que o delegado estava de férias e, na volta ao trabalho, agendada para o dia 26 deste mês de novembro, ele iria se aposentar. Amâncio acrescentou que o irmão era muito querido por todos e se dedicava muito à vida espiritual e religiosa. “Era uma pessoa pacata, defensor da não violência e brincalhão o tempo inteiro”, afirma. Audizio tinha três filhos e era casado.

O delegado Jairo Pequeno lamentou a morte do amigo que conhecia há mais de 20 anos. “Era um excelente profissional e amigo. É uma perda muito grande para a Polícia Civil. Ele não gostava nem de andar armado”, lembrou Jairo, referindo-se à pacificidade típica do comportamento de Audizio.

Por meio de nota emitida pela assessoria de comunicação, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) também se manifestou sobre o caso: “A SSPDS, juntamente com a Polícia Civil, lamenta profundamente a perda do policial, ao passo que se solidariza com seus familiares e amigos”.

Fonte: Diário do Nordeste

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