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Fernandinho Beira-Mar é transferido para o Presídio Federal de Mossoró
26 de maio de 2017 às 10:07

O traficante Luiz Fernando da Costa, de 49 anos, ou Fernandinho Beira-Mar, como é mais conhecido, está de volta ao Rio Grande do Norte. A transferência de Rondônia para o Presídio Federal de Mossoró, na região Oeste potiguar, aconteceu nesta quinta-feira (25). A informação foi confirmada pela direção da unidade. A primeira vez que o criminoso esteve em Mossoró foi em 2006, durante um sistema de rodízio.

Beira-Mar ficará no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que impede contato com outros presos da unidade. O traficante é condenado a quase 320 anos de prisão por tráfico de drogas, associação criminosa e homicídios.

Operação Epístolas

Beira-Mar foi transferido para o RN após a deflagração da Operação Epístolas, que através de investigações mostrou que, mesmo do presídio, o preso ainda comandava negócios que chegaram a movimentar R$ 9 milhões nos últimos anos.

Ele foi levado por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com cerca de 20 agentes federais. O embarque foi por volta das 11h.

Beira-Mar foi ouvido na última quarta-feira (24) pela Polícia Federal dentro do presídio após cumprimento de mandados de busca de apreensão na unidade. Uma câmera de segurança do sistema do presídio flagrou o momento em que Fernandinho e outro comparsa trocavam bilhetes por meio de ´teresas´ entre as celas.

Mossoró

A unidade de Mossoró é uma das cinco penitenciárias federais do Brasil e a única no Nordeste. O presídio, que tem capacidade para abrigar 208 homens e área coberta de 13 mil metros quadrados, fica localizado no Complexo Penal Mário Negócio, a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade de Mossoró.

Também estão custodiados em Mossoró outros líderes da facção carioca Comando Vermelho (CV). Apesar de não ter contato com nenhum deles, Beira-Mar, que também faz parte da facção, dividirá o presídio com Márcio dos Santos Nepomuceno, o ´Marcinho VP´, Elias Pereira da Silva, o ´Elias Maluco´, e Márcio José Guimarães, o ´Tchaca´.

G1

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