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Grande Bom Jardim ainda representa o maior foco da criminalidade em Fortaleza
13 de agosto de 2019 às 11:00
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Constantemente, a Polícia é desafiada pelas facções criminosas que atuam naquele setor da cidade

Sete bairros de Fortaleza, situados na região Sul da cidade, concentram os maiores índices da violência na Capital. Conjunto Ceará I e II, Genibaú, Granja Portugal, Bom Jardim, Granja Lisboa e Siqueira apresentaram nos primeiros seis meses de 2019 números preocupantes para as autoridades da Segurança Pública. Ali, 72 pessoas foram mortas, de um total de 330 de toda a Capital, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Os sete bairros fazem parte da Área Integrada de Segurança Dois (AIS-2) e concentram comunidades que hoje estão completamente tomadas por bandidos das facções Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE). São os mesmos criminosos que ocupam os condomínios residenciais de programas de imóveis populares como o “Minha Casa, Minha Vida”, e expulsam moradores de suas casas ou apartamentos.

Também nesta mesma área, as autoridades policiais registram o maior número de apreensões de armas de fogo. Das 492 armas apreendidas pelas polícias Civil e Militar na Capital, entre janeiro e junho, 83 foram localizadas nos sete bairros da AIS-2, o que revela a necessidade de operações constantes para o desarmamento dos criminosos e a redução dos Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs).

O Grande Bom Jardim, como é denominada a área, outrora batizado de “Território da Paz”, carrega o fardo de campeão da criminalidade entre todas as regiões da cidade. Apesar de contar com duas delegacias de Polícia Civil (12º e 32º DPs, respectivamente no Conjunto Ceará e no Bom Jardim), um batalhão da PM (o 17º BPM), e, ainda, uma Unidade de Segurança Integrada (a Uniseg 3), a área ainda representa um desafio para a Segurança Pública.

De acordo com levantamentos feitos pela Inteligência da própria SSPDS, em diversos condomínios daquela região já foram registradas expulsões de moradores dos seus imóveis. Temendo falar e sofrer represálias, os moradores pouco colaboram com as autoridades na busca pela elucidação dos assassinatos. As ações dos criminosos são, cada vez, mais ousadas e violentas.

Assassinada

Foi, por exemplo, o que aconteceu na noite do dia 28 de julho último, quando quatro jovens que estava em um ponto de ônibus próximo ao Terminal do Siqueira, foram seqüestradas por bandidos em um táxi e levadas até o bairro Bonsucesso e ali severamente espancadas. Uma delas recebeu tantos golpes de barra de ferro e pauladas, que morreu no local.

Tratava-se de Ana Karolina de Sousa Santos, 19 anos. As outras, foram socorridas pela Polícia Militar e levadas para o hospital em estado grave. Há duas linhas de investigações sobre o crime. Uma delas, seria a “guerra” entre facções. A outra, um caso de homofobia.

Entre janeiro e junho, o Grande Bom Jardim registrou uma sequência de assassinatos em que a maioria dos casos ainda está sob mistério ou investigação e seus autores impunes.

Com Informações Fernando Ribeiro

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