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Há um ano Milagres sofria maior tragédia da história; relembre cobertura
7 de dezembro de 2019 às 08:45
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Há um ano o Cariri amanhecia o dia 7 de dezembro após uma tragédia. 14 pessoas haviam morrido naquela madruga em Milagres, sendo seis inocentes, cinco deles da mesma família. Após 365 dias, a cidade vive rotina normal, mas não esquece o terror que foi ter sido invadida durante a noite durante a interceptação policial de uma tentativa frustrada de ataque a duas agências bancárias.

Era madrugada quando um bando bloqueou o acesso pela rodovia com um caminhão atravessado na estrada. Com os reféns, entraram em Milagres para efetuar o roubo no Banco do Brasil e no Bradesco. Uma operação envolvendo diversos policiais interceptou a ação, houve troca de tiros e além de assaltantes, os reféns também perderam a vida. Participaram o Grupo de Ações Táticas Especial (Gate), o Comando Tático Rural (Cotar), da Força Tática (FT) e do Batalhão de Divisas – da PMCE – e da delegacia de Brejo Santo.

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A tragédia em Milagres contou com uma cobertura internacional da imprensa. O apelo cinematográfico da ação atraiu repórteres de todo o  país. Uma equipe do Site Miséria auxilou na cobertura da Rede Bandeirantes de Televisão, ancorando uma transmissão ao vivo no programa Brasil Urgente.

Testemunhas contam que a ação foi rápida. Os assaltantes foram surpreendidos ainda dentro dos veículos, no qual estavam também os reféns. Ao passar dos meses, a investigação apontou que a polícia não teria como prever que, dentro dos carros, havia também inocentes. A família dos mortos ainda hoje aguardam posição mais contundente do estado, e contam com o atendimento de psicólogos para superar a perda dos parentes.

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A situação em Serra Talhada é latende. A família perdeu o provedor dos recursos e João Batista (morto com o filho Vinícius) e Cícero Tenório (morto com a esposa Claudineide e o filho Gustavo, deixando órfã a filha Stefany em São Paulo). Além da saudade irreparável, familiares aguardam também a devolução de objetos pessoas das vítimas, recolhidos para perícia e até hoje ainda reclusos. O MPCE afirmou que fará a devolução.

As pessoas que morreram foram identificadas por Vinícius de Souza Magalhães (14), natural de São Paulo (SP), e João Batista Campos Magalhães (49), natural de Serra Talhada (PE) – pai e filho; Gustavo Tenório dos Santos (13), natural Jabaquara (SP), Claudineide Campos de Souza Santos (41), natural de São José do Belomonte (PE), Cícero Tenório dos Santos (60), natural de Maceió (AL) – filho, mãe e pai; e Francisca Edneide da Cruz Santos (49), natural de Brejo Santo (CE).

Por Felipe Azevedo
Com Parceria Site Miséria.com.br

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