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Imagem da vistoria na PIRC do Juazeiro se assemelha à vitrine de loja de celular
7 de fevereiro de 2018 às 12:01
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Uma grande quantidade de aparelhos móveis de comunicação e armas artesanais foi recolhida numa ampla vistoria realizada na manhã desta terça-feira nas vivências da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) de Juazeiro do Norte. Naquela casa de detenção já existem grupos rivais que integram distintas facções criminosas e um homicídio ali aconteceu há 18 dias e de uma maneira extremamente cruel.

A vistoria foi feita por agentes penitenciários com o apoio de militares do Policiamento Ostensivo Geral (POG) e Batalhão de Divisas. Ao final, o grupo recolheu 25 aparelhos celulares, 11 baterias, 27 carregadores de diversos tipos, oito fones de ouvido, 65 cossocos (armas artesanais), pedaços de ferro de todos os tamanhos, uma baladeira, 11 tijolos de bloco, dez garrafas pets de 2 litros totalizando 20 litros de cachaça artesanal, vários pedaços de fio, nove fogões artesanais.

Em algumas situações, crimes como tráfico de drogas e homicídios são arquitetados e determinados a partir de contatos oriundos da Penitenciária. Sem se falar quando ali mesmo ocorrer como foi o caso do interno Eduardo Leandro Alves, de 23 anos, o “Bebezão” que residia no bairro Timbaúbas em Juazeiro. No dia 19 de janeiro ele foi espancado por cerca de dez internos que o decapitaram, colocaram a cabeça junto dos pés e atearam fogo carbonizando o corpo na vivência 4 da PIRC.

Surpreendeu a todos a grande quantidade de armas artesanais escondidas nas vivências (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Demontier Tenório

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